Frequência de público é surpreendente
Logo na estréia, a receptividade do público londrinense ao filme ''Deus é brasileiro'' surpreendeu a administração da Cinematográfica Araújo, responsável pelas cinco salas de cinema localizadas no Shopping Catuaí. Como informa Ruth Moraes, diretora de marketing da companhia, cerca de 3 mil pessoas assistiram ao filme no primeiro fim de semana, o equivalente ao que obteve a badalada super-produção americana ''Gangues de Nova York'', que ainda contou com a vantagem de estar sendo projetada em duas salas, diferentemente do brasileiro, com uma só.
Tudo demonstra que o cinema brasileiro começa a ser mais valorizado. É o caso de ''Cidade de Deus'', de Fernando Meirelles, que ficou mais de 2 meses em cartaz, ''com uma excelente média de público''.
Por conta dessa ''redescoberta'' do nosso cinema, que tem muito a ver com as leis de incentivos e com a associação, aos diversos projetos, de empresas nacionais, como a Globo Filmes, e internacionais, como a Sony Classics ou a Columbia Tristar, produtores, cineastas, distribuidores e exibidores mostram-se muito otimistas. O cálculo que fazem é simples: se, em 2002, com uma safra de 30 filmes, o cinema brasileiro conseguiu atrair 8 milhões de espectadores; 2003, com uma previsão de 60 novas produções, só pode ser muito melhor.
Mas nas mudanças que vêm ocorrendo não se pode esquecer de incluir a aceitação, por parte dos cineastas, de uma forma mais comercial de agir. Já não basta ''uma idéia na cabeça e uma câmera na mão'', mas muito profissionalismo e alta tecnologia, além de volumosos investimentos em marketing. ''Deus é brasileiro'' comprova a tese. Com um custo de R$ 7 milhões, obteve vários patrocínios por meio das leis de incentivo Audiovisual e Rouanet, além de uma parceria de peso com a Columbia Tristar, co-produtora e distribuidora do filme, o que, por si só, garantiu à produção alcançar um amplo mercado.(A.S.)





