São Paulo, 14 (AE) - Começa amanhã (15) em São Paulo, no Jockey Club, às 20 horas, com a apresentação do pianista Jacky Terrasson, a 14.ª edição do Free Jazz Festival. É o mais importante encontro musical do País, que deve reunir cerca de 13 mil pessoas até o seu encerramento, no domingo, com o quarteto de Charles Lloyd. Os ingressos já estão esgotados.
O Free Jazz volta mais "envelhecido", com um número alto de veteranos do gênero (Roy Haynes, Charles Lloyd, Louie Bellson, Clark Terry, George Shearing). Eles trazem consigo a memória das big bands de Duke Ellington, Benny Goodman e Louis Armstrong, além do testemunho da evolução musical ao longo de quase um século. No ano passado, o único veterano era o saxofonista Johnny Griffin.
Mas a mostra traz também o establishment da atualidade no jazz, com o trompetista Nicholas Payton, de 26 anos, e o saxofonista Joshua Redman, de 30, além do pianista Jacky Terrasson, de 33. Eles representam a afirmação e a continuidade e, apesar da pouca idade, têm carreiras que já ultrapassam dez anos e são reverenciados pelo público.
Ao longo de sua realização, no entanto, o Free Jazz também buscou o cross over, o cruzamento, a influência. Isso começou a se cristalizar com a vinda, em 1995, de grupos de acid jazz, como Guru and Jazzmatazz, Digable Planets e US3. Agora, os cruzamentos vêm pela música de astros como Medeski, Martin & Wood (da cena vanguardeira de Nova York), Finley Quaye e Eagle-Eye Cherry. É menos reconhecível, mas está por ali.
O blues veio diminuindo gradativamente sua participação. No ano passado, veio o guitarrista KebMo. Este ano, o convidado é o garotão Jonny Lang, prodígio avalizado até por B.B. King.

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