Franz Weyerganz e a foto-crítica
Franz Weyerganz foi, na década de 60, um dos melhores críticos do Cahiers du Cinéma. Para se ter uma idéia da excelência de Weyerganz, basta se lembrar os seus melhores filmes americanos do período sonoro publicados no número especial do Cinema Americano em 1963/1964: A Condessa Descalça (Mankiewicz), Amargo Triunfo (Ray), Bom-dia Tristeza (Preminger), Hatari! (Hawks), A Delícia de Um Dilema (McCarey), Rancho Notorius (Lang), Cantando na Chuva (Kelly-Donen), A Marca da Maldade (Welles), Um Corpo Que Cai (Hitchcock). Mas Weyerganz é também autor de um livro de cinema (Tu e o Cinema).
Este livro oferece a seguinte originalidade: Weyerganz apresenta fotos de filmes com um pequeno poema crítico sobre cada filme. Por exemplo: O Ano Passado em Mariembad de Resnais é a sabedoria dos séculos os acompanha; Jules et Jim de Truffaut é terna e cruel, cruel e terna; Uma Mulher é Uma Mulher de Godard é personagem de Paul Klee numa casa de Miró; A Noite de Antonioni é Amor no Degrau Zero; Rocco e Seus Irmãos de Visconti é transposição dos trágicos Gregos; O Processo de Welles é transposição de um pesadelo; O Acossado de Godard é a vida captada no estado nascente. Sem dúvida, um livro instigante, dum crítico sagaz.ReproduçãoO Ano Passado em Mariembad, de Resnais: a sabedoria dos séculos os acompanhaLélio Sotto Maior Junior





