A França espera receber 500 mil turistas para a Copa. Desse total, de 12 a 15 mil devem sair do Brasil. Os franceses já compraram os ingressos, vendidos por um passe que engloba de cinco a seis jogos. Os bilhetes para final, semi e quartas-de-final foram colocados à disposição (venda avulsa para os franceses) neste mês. Para o público internacional, a comercialização funciona diferente. Só 35% dos ingressos para o Mundial serão vendidos a estrangeiros. Vinte por cento dessa cota de ingressos é da Fifa, que repassa às confederações nacionais; no Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De lá as entradas são encaminhadas à SBTR, agência que comercializa os bilhetes (preços entre 145 e 2.950 francos).
A SBTR, porém, não vende ingressos individuais para o público, ‘‘pois a França quer estimular o turismo com a Copa, quer que os torcedores viajem para lá com hotel, passagens e transporte’’, explica o diretor da Stella Barros Turismo, Luis Barros, que está trabalhando em conjunto com a SBTR.
Os outros 15% dos ingressos para o público internacional são enviados do comitê da Copa para as operadoras credenciadas. Esse credenciamento só saiu em novembro, e a escolhida no Brasil, representando, junto a outras duas, a América do Sul, é a Stella Barros.
Quem comprou pacotes de outras agências não precisa se preocupar. Elas já negociaram com a SBTR uma cota de ingressos. ‘‘Temos acordos verbais’’, explica o diretor da Operadora Cetemar, Utulante Vignola, que está trabalhando em parceria com outras duas empresas (Oremar e Imperial) e vendendo, desde o ano passado, pacotes para a Copa.
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