Depois que ele caiu de costas, olhando desesperadamente, a acompanhar os troncos nus, para os cimos dos pinheiros, e seu coração dilatou-se ainda mais num espasmo. Espasmo tão convulso e súbito que o velho teve a sensação de ser por ele impelido através da mata, como se corresse o mais célere possível, junto com os mórbidos pinheiros, em direção ao lago. Percebia que já havia uma pequena abertura, um lugarzinho por onde ele pudesse escapar, deixando a mata para trás. Já era capaz de ver ao longe a pequena abertura pelo qual o céu branco se refletia na água. Quanto mais ele corria, mais essa passagem se alargava, até que o lago inteiro subitamente se abriu à sua frente, manando em direção a seus pés, com toda pompa, em pequeninas dobras enrugadas. Só aí ele se deu conta que nem sabia nadar. E viu que as descarnadas árvores que o flanqueavam, tendo se adensado em fileiras escuras e misteriosas, a essa altura marchavam pela água para desaparecer na distância. Desesperadamente olhou em volta, à espera de que alguém lhe desse ajuda, mas o local estava deserto, a não ser pela presença do imenso monstro amarelo que, posto de lado, tão estacionário quanto ele, se fartava de terra.
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