Fragmento do conto ''O Coração Denunciador'' de Edgar Allan Poe que integra o livro ''Contos Fantásticos do Século XIX''
(...) Eu movia devagar a cabeça muito, muito devagar, para não perturbar o sono do velho. Levava uma hora para passar a cabeça inteira pela abertura até que eu pudesse vê-lo deitado na cama. Ah! um doido seria esperto assim? E depois, quando minha cabeça estava bem dentro do quarto, eu cobria a lanterna cauteloso oh, com tanta cautela , cauteloso (porque as dobradiças gemiam) , eu a descobria o suficiente para que um fino raio de luz caísse sobre o olho de abutre. E isso eu fiz por sete longas noites toda noite, exatamente à meia noite , mas encontrava o olho sempre fechado; e, portanto, era impossível executar o trabalho; pois não era velho que me atormentava, mas seu olhar. E toda manhã, quando o dia raiava, eu ia determinado ao quarto e lhe falava com audácia, chamando-o pelo nome num tom caloroso, e perguntava como havia passado a noite.





