‘‘O fantástico oferece uma imagem invertida da união da alma e do corpo: a alma toma o lugar do corpo e o corpo o da alma. E para pensar essa imagem não podemos usar idéias claras e distintas; precisamos recorrer a pensamentos embaçados, eles mesmos fantásticos, deixar-nos levar em plena vigília, em plena maturidade, em plena civilização à ‘‘mentalidade’’ mágica do sonhador, do primitivo, da criança. Assim, não é necessário recorrer às fadas; a fadas tomadas em si mesmas são apenas mulheres gentis; o que é fantástico é a natureza quando obedece as fadas, é a natureza fora do homem e no homem, apreendida como um homem ao avesso.’’
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