Fragmento de ''Londrina puxa o fio da memória'', de Célia Musilli e Maria Angélica Abramo''
''Escritas com letra caprichada, as cartas de amor também rodavam durante semanas nas malas sem sinete dentro dos vagões. Quando chegavam às pequenas estações das cidades do Norte do Paraná, os trens traziam passageiros e também esperanças, documentos e até o dinheiro do mês para as famílias que moravam longe.
Não à toa, a inauguração do prédio definitivo dos Correios e Telégrafos, com a consequente melhoria dos serviço postal, foi recebida em Londrina com festa. Construído no estilo arte déco, o edifício era um luxo para a população. O desenho da fachada é surpreendente ainda hoje, envolve peças importantes da construção, com a ventilação das janelas, os painéis verticais de vidro e ferro que iluminam o estabelecimento e a porta de entrada. Todo o conjunto, montado em três blocos, compõe um desenho de linhas geométricas, sem que qualquer detalhe descenessário polua o visual limpo.
O prédio é um dos marcos que mais caracterizam a temporada art déco de Londrina, nos anos 40.''





