Fragmento de ''De Carona Com Buda'', de Will Ferguson
''O que você precisa é de um cartaz'', disse Sr. Saito, e recortou uma caixa de papelão. ''Isso vai servir perfeitamente.'' E saiu para buscar um pincel atômico.
''Agora'', disse ele com ar de cidadão do mundo. ''Você deve tranquilizar os motoristas. Em primeiro lugar, vamos escrever sue nome, para saberem quem você é...'' E em letras largas, grossas, escreveu OLÁ TODO MUNDO ! SOU WILLY DA AMÉRICA.
''Aí está.'' Ele se recostou para apreciar o resultado. Ele andara bebendo, por isso as pareciam um pouco tortuosas e mal espaçadas, como um escrito de criança. Quando comentei isso, ele permaneceu inabalável. ôIsso vai ajudá-lo, está vendo? Porque eles vão pensar que você mesmo escreveu. Muito esperto.''
Ele pensou por alguns instantes e disse: ''Agora precisamos tranquilizá-los de que você fala um pouco de japonês''. Aí ele escreveu: EU SEI FALAR UM POUCO DE JAPONÊS. ''E precisamos contar a eles para onde você está indo.'' E acrescentou POR FAVOR ME LEVEM A SAPPORO.
Ele franziu a testa diante disso, e aí acrescentou: SOU PROFESSOR DE INGLÊS. E depois: VIM DE KYUSHU. Pausa. VERDADE, VIM MESMO. Terminou com um MUITO OBRIGADO, LAMENTO INCOMODÁ-LOS, e depois segurou o cartaz para minha apreciação.
A essa altura, o papelão estava completamente cheio de caracteres, que ficavam progressivamente menores e mais amontoados à medida que se aproximavam do fim da página, como as listas exibidas antes de um torneio de sumo. Em letras inglesas minúsculas, ele rabiscou no fim: 'Sejamos amigos internacionais!'.
Isso não era um cartaz, era uma novela.
()





