''Toda noite os homens sentam ao redor das pedras da fogueira, acesa no coberto para que os inimigos não a divisem, e ficam todos amontoados, com Pin no meio, iluminado pelos reflexos, cantando a plenos pulmões como na taberna do beco. E os homens são como os da taberna, de cotovelos cravados e olhos duros, só que não olham resignados para o arroxeado dos copos: nas mãos têm o ferro das armas e amanhã vão sair atirando contra outros homens: os inimigos.
Isto têm de diferente de todos os outros homens: inimigos, uma noção nova e desconhecida para Pin. No beco havia berros e brigas e ofensas de homens e mulheres dia e noite, mas não havia aquela amarga vontade de inimigos, aquele desejo que não deixa dormir à noite. Pin ainda não sabe o que significa ter inimigos. Em todos seres humanos para Pin há um quê de nojento como os vermes, um quê de bom e quente que atrai companhia.''

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