Com uma modesta decoração nas suas ruas e avenidas, o Natal de Foz do Iguaçu encanta moradores e turistas apenas em pontos isolados da cidade. A maioria dos edifícios residenciais tem enfeites discretos. No Natal da crise, os hotéis privilegiaram os detalhes internos e enfeites menos luminosos. Os destaques são as poucas casas, shoppings e grandes lojas que investiram alto e estão fazendo o trânsito parar quando a noite chega.
Em época de contenção financeira, a prefeitura decidiu apelar aos empresários e comerciantes para que as vias públicas não ignorassem as festas de final de ano. O resultado foi que poucas ruas do centro ficaram caracterizadas para a data. A atração mais visitada é a Casa do Papai Noel, na Praça da Paz, onde o bom velhinho oficial recebe pedidos de crianças por carta ou ao vivo.
Diferente de outras ruas transversais e avenidas que só contam com luzes fixadas em árvores, a Avenida Brasil, que concentra as principais lojas da cidade, está com uma decoração superior horizontal com luzes nas cores amarela e vermelha. ‘‘Nossa cidade como pólo turístico merecia um Natal mais iluminado e de mais bom gosto’’, critica a hoteleira Maria do Carmo Costa Alves. ‘‘O problema não é dinheiro, o que falta é criatividade’’, diz.
No comércio, as fachadas mais apreciadas são as do Fouad Center New Time - maior loja de departamento da cidade - e o Shopping Mercosul, espaço que abriga 65 lojas no centro de Foz. Anjos anunciadores iluminados são a atração do Edifício Vila Frascatti, no centro.
Nos bairros, casas totalmente iluminadas, que chegam a provocar congestionamento no trânsito, encantam principalmente às crianças. A mais famosa fica na Vila A (região norte). O dono é Rubens Pires, funcionário da Itaipu Binacional que já venceu diversos concursos natalinos.
Próximo à residência de Pires, fica a casa de Carlos Roberto Fernandes, que, iluminada por 15 mil lâmpadas, está dividindo a preferência dos visitantes. ‘‘Me inspirei nas casas dos filmes americanos’’, conta Maria Angeli Fernandes, esposa de Carlos.
Na Vila Pérola, o empresário José Gilson Domareski levou 16 noites para montar, com dois ajudantes, a estrutura que leva 30 mil lâmpadas. Atração há três anos, a casa de Domareski já foi aberta a visitação em anos anteriores. ‘‘Este ano só trago familiares e amigos’’, conta o empresário, que já teve problemas com curiosos e vândalos.
As luzes da imponente casa de 600 metros quadrados é visível da Avenida Juscelino Kubstichek, uma das mais movimentadas da cidade. ‘‘Se não fizer, todo o mundo me cobra’’, define Domareski.Ney de SouzaDecoração do Hipermuffato, na Avenida JK, uma das mais movimentadas da cidadeLúcio Flávio Moura
Especial para a Folha

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