''Fotografia: arma de amor / de justiça e conhecimento / pelas sete partes do mundo / a viajar, a surpreender / a tormentosa vida do homem / e a esperança a brotar das cinzas''. Os belos versos - escritos por Carlos Drummond de Andrade e que compõem o poema ''Diante das fotos de Evandro Teixeira'' - são uma bela e justa homenagem para este renomado fotógrafo que, através da captura de acontecimentos jornalísticos, conseguiu imortalizar imagens que valem muito mais do que palavras.

Através de suas lentes, em mais de 50 anos de carreira fotojornalística - 47 deles atuando como repórter fotográfico do Jornal do Brasil - Evandro já capturou diversos momentos importantíssimos na história do País e do mundo, entre eles, dez edições da Copa do Mundo, o violento golpe militar no Chile em 1973 e a Passeata dos Cem Mil, em 1968. Reconhecido mundialmente, Teixeira já ganhou o prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (1969), dois concursos internacionais da Nikon (Japão, 1975 e 1991) e da Unesco (1993). A fama fez com que as fotografias do mestre fossem publicadas na França, Itália, Alemanha e Suíça. Hoje, já editou sete livros de fotografia e, com 76 anos, não pensa em abandonar a sua inseparável máquina fotográfica.

De passagem em Londrina para ministrar uma palestra na III Semana de Comunicação da UEL, o renomado fotógrafo Evandro Teixeira falou sobre sua carreira, as mudanças no fotojornalismo e o futuro da profissão. Confira na entrevista exclusiva ao repórter Rafael Ceribelli.

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