Um trabalho do artista paranaense Rogerio Ghomes, coordenador das pós-graduações de Fotografia e Direção de Arte na Unopar, foi o escolhido para reinaugurar o Espaço das Artes do Ecomuseu de Itaipu, que ganhou uma reestruturação física. A exposição "Todos Precisam de um Espelho para Lembrar Quem São" está aberta ao público desde o último dia 31 e permanecerá em cartaz por seis meses.

Além desta mostra, que já percorreu várias cidades do Brasil e também esteve em Buenos Aires, na Argentina, completa o acervo de Ghomes no Ecomuseu um outro trabalho feito especificamente para esta ocasião: "Ainda escuto barulhos de água", uma instalação fotográfica composta de sete imagens da primeira hidrelétrica de Londrina.

"Nesta instalação eu faço esse confronto com o riozinho, uma aguinha que é o Ribeirão Cambé, e a imensidão do Iguaçu. É um link que mostra quem eu sou, parte dessa primeira hidrelétrica da cidade de Londrina, e remete para essa água gigante que são as cataratas e essa história de Itaipu, que é também a de todos nós", considera Ghomes.

Ghomes também desenvolveu o workshop "Revisitando os Postais do Iguaçu", realizado em janeiro com a participação de vários fotógrafos e artistas da região de Foz do Iguaçu.

"Ali eu fui falar da fotografia como a imagem persuasiva do setor turístico. Fui pensar, com eles, em como podemos desenvolver novos produtos para o turismo utilizando a imagem. Temos à disposição uma das maravilhas do mundo e a discussão foi como criar e captar novas cenas diante de tamanha beleza", conta Ghomes.

Ele explica que existem fatores como o clima, a luz, a posição do sol, a vazão das águas, que só os cidadãos locais têm condições de fotografar. "Não é todo mundo que pode estar às cinco da manhã de determinado dia dentro do parque para captar o melhor momento da vazão ou enchente das águas. Além disso, os moradores e artistas locais têm acesso a lugares aonde os turistas não chegam. Eles precisam aproveitar essas circunstâncias especiais", ensina o professor.

O projeto vai ter continuidade em abril, quando Ghomes retorna a Foz do Iguaçu para editar as imagens captadas pelos participantes da oficina e organizá-las em uma exposição.

O Ecomuseu fica aberto de terça a domingo, das 8h às 17h.

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