O polêmico veto do governador Jaime Lerner (PFL) à Lei Estadual de Incentivo à Cultura será a discussão principal da assembléia geral que reunirá hoje, a partir das 18h30, representantes do Fórum de Cultura do Paraná e do Fórum das Entidadess Culturais de Curitiba. A reunião, que acontecerá no plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná, em Curitiba, sinaliza aos artistas de todo o Estado uma nova esperança de reverter a situação a seu favor.
Dos 28 votos necessários para derrubar o veto, a classe artística já conta com o apoio de 27 deputados, segundo afirma o artista plástico Luiz Arthur Montes Ribeiro, integrante dos dois fóruns representativos. ‘‘Acredito que será fácil conquistar hoje o único voto que nos falta’’. Ele se diz confiante já que os artistas estariam articulados com os deputados da situação e da oposição, incluindo o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Caíto Quintana (PMDB).
Também está marcado para hoje o resultado de um parecer jurídico sobre a Lei, encomendado pelos fóruns dos artistas. ‘‘Ainda não temos a confirmação dos advogados, mas a princípio sabemos que a Lei não é inconstitucional como disse o governador’’, afirma Ribeiro.
Na assembléia geral de hoje à noite, também serão discutidos os detalhes da manifestação cultural que acontecerá simultaneamente em dez pontos do Estado no dia 15 de fevereiro, data em que a Assembléia Legislativa retoma suas atividades normais.
A maior movimentação será em Curitiba, onde haverá espetáculos de circo, música, teatro e exposições de artes plásticas em frente à Assembléia. ‘‘Faremos isto para mostrar aos poderes Legislativo e Executivo a força da manifestação cultural do Estado’’, explica Ribeiro. Segundo levantamentos feitos pela classe artística, o veto à lei prejudicaria diretamente a atividade profissional de 100 mil paranaenses.
Apoiados pela Secretaria de Estado da Cultura, que também torce pela concretização da Lei, os artistas criaram a Comissão Para Negociação de Geração de Recursos Financeiros Junto às Empresas, formada por oito pessoas e que tenta viabilizar economicamente projetos culturais que estejam parados. ‘‘Em último caso, se não conseguirmos derrubar o veto, três pessoas desta comissão se unirão à Secretaria da Cultura para reformular a Lei e tentar aprová-la no próximo ano’’, explica o representante do Fórum.

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