Criado em 9 de dezembro do ano passado para fortalecer a luta pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Fórum de Cultura Parananense passa por uma crise interna. Divergências sobre a postura do Fórum, quanto à ação e política cultural que devem ser adotadas, causaram divisão entre integrantes do FCP.
O primeiro sinal de que posturas opostas coexistem no Fórum foi a saída de Luiz Arthur Montes Ribeiro, um dos principais líderes da campanha pela Lei estadual. Ribeiro se afastou do Fórum paranaense no último dia 9, mas avisou a imprensa apenas na semana passada. Ele estava descontente com os rumos que o Fórum estava tomando, discordando principalmente do conceito de ação e política cultural entendido por outros integrantes. Ele teme que o FCP se torne um fórum político-partidário e espera que a grande luta seja pela verdadeira integração entre os artistas do interior e da capital, iniciativa inédita no Paraná.
Segundo a Folha apurou, alguns integrantes estariam favoráveis à centralização do FCP em Curitiba, desconsiderando uma maior aproximação com demais produtores culturais do interior. Cidades como Ponta Grossa, Campo Mourão, Maringá e Guarapuava deveriam ser sede de encontros entre artistas paranaenses neste ano, mas muitos membros discordaram. A única assembléia confirmada ocorre no próximo dia 9, em Cascavel.
A saída de Luiz Arthur foi muito lamentada por alguns artistas. Cláudio Ribeiro, um dos quatro coordenadores do FCP, espera que ele volte: ‘‘Concordo com o Luiz em muitos pontos, pois o Fórum deve contemplar todos os artistas paranaenses, não só da capital. Deve haver uma visão cultural não só nos limites da arte, mas incorporando o aspecto social também. Mas o afastamento de Luiz deve ser temporário, devido a sua grandeza e tudo o que ele fez pela cultura do Estado’’. (R.S.G.)

mockup