Fortes também fazem parte do patrimônio
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domingo, 24 de agosto de 1997
Cláudia Mattos Agência Estado 
Nem só de praias é composto o patrimônio turístico das Forças Armadas no Rio. Os nove fortes que circundam a Baía de Guanabara estão se esforçando para se abrir ao público. Porém como o elevado custo de restaurações somente seria possível revitalizar todos eles por meio de parcerias com a iniciativa privada. O Exército não abre mão de seu patrimônio, mas está de portas abertas para a iniciativa privada investir na utilização destes espaços, disse o coronel Arismar Dantas, chefe da seção de museus e monumentos da Diretoria de Assuntos Culturais do Exército.
Dos quatro fortes em poder do 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado do Exército, apenas a Fortaleza de Santa Cruz, que faz parte do patrimônio histórico nacional, está aberta a visitação pública. O acesso é fácil e guias especialmente treinados para a tarefa podem proporcionar aos turistas um mergulho na história do Rio. Muito antes de a cidade ter sido fundada por Estácio de Sá, em 1565, a Fortaleza já existia. Construída em 1955 pelo francês Villegaignon, a fortificação permaneceu francesa até 1567, quando foi tomada pelos portugueses.
Os outros três, os fortes Rio Branco, São Luiz e do Imbuhy, que estão em processo de tombamento, estão aguardando parcerias com a iniciativa privada para fazer o mesmo. Destes, o conjunto arquitetônico mais impressionante é o do Forte São Luiz, cuja inauguração data de 1775. No alto no Morro do Pico, sua laje proporciona uma visão total da Baía de Guanabara e parcial da Praia de Copacabana. Pouco metros abaixo, em uma área ostensivamente gramada, estão as ruínas de sua parte mais antiga, com torres, murada e passagens subterrâneas ainda acessíveis.
Como não está aberto à visitação, desfrutar dos prazeres que o São Luiz oferece é impossível. Por enquanto. O Exército já recebeu um projeto da empresa Kron Offshore Agência Marítima que quer transformar o local em um Pão de Açúcar de Niterói. O projeto inclui a total restauração das construções e a instalação de um bondinho ligando o pico à entrada de outro forte, o Rio Branco, além do funcionamento de restaurantes, bares e lojas.


