Quinto colocado entre os sete candidatos a prefeito de Curitiba na Pesquisa Folha (divulgada no dia 24 de agosto), com média de 1,4% das intenções de voto, o arquiteto Luiz Forte Netto (PSDB) aposta que o desempenho de seus programas no horário eleitoral gratuito vão levá-lo ao segundo turno. A pesquisa aponta uma tendência de reeleição do prefeito Cassio Taniguchi (com 45% das intenções) já no primeiro turno. Em sua campanha, Forte Netto vem tentando consolidar a imagem de um candidato de oposição ‘‘com propostas técnicas embasadas’’. Sua principal proposta é a descentralização dos projetos urbanísticos da capital paranaense. ‘‘A situação está cada vez pior. O sistema de transporte coletivo está operando no limite de sua capacidade. Há mais de 30 anos que a cidade não é discutida’’, argumenta o ex-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) – órgão que coordena o planejamento e execução dos programas de urbanização na cidade. Desconhecido da maioria dos eleitores, desde o começo de sua campanha Forte Netto assumiu uma candidatura de oposição e tenta surpreender os adversários e eleitores ao declarar que a ‘‘maioria das críticas’’ à atual administração é ele quem faz. Talvez seja por isso que os demais candidatos oposicionistas depositem nele a esperança de roubar votos do candidato à reeleição Cassio Taniguchi entre o eleitorado das classes mais altas. Forte Netto, porém, nega que seja um candidato ‘‘da elite’’. O arquiteto assegura que sua candidatura faz parte de uma estratégia do PSDB para levar o senador Alvaro Dias de volta ao Palácio Iguaçu em 2002. ‘‘Uma coligação, se for do interesse do PSDB do Paraná, poderá ser feita, sempre com o PSDB encabeçando a chapa’’, afirma Forte Netto. A crítica mais contundente que ele faz ao atual prefeito é a de que houve ‘‘pouca prática’’ na execução de projetos urbanísticos e arquitetônicos e também não houve integração com a Região Metropolitana de Curitiba. ‘‘O grupo que está no governo não implementa as ações necessárias para que isso (a integração) ocorra. É pouca prática porque quem tem o poder de decisão não toma as atitudes executivas para promover esse tipo de organização no real.’’

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