Formas e cores valiosas
Sesc Cadeião Cultura expõe telas de Beatriz Milhares, artista plástica carioca aclamada mundialmente que tem obras avaliadas em mais de 1 milhão de dólares
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de agosto de 2019
Sesc Cadeião Cultura expõe telas de Beatriz Milhares, artista plástica carioca aclamada mundialmente que tem obras avaliadas em mais de 1 milhão de dólares
Marcos Roman - Grupo Folha 

Apesar da crise financeira que assola o País, obras de alguns artistas plásticos brasileiros frequentam a lista dos itens do gênero mais bem avaliados no mundo. Destaque da exposição “Tarsila Popular”, que bateu recorde de visitação este ano no Museu de Arte de São Paulo (Masp) atraindo 402 mil visitantes – o quadro Abaporu teve uma apólice de seguro estimada em R$ 45 milhões. Dentre os novos expoentes da arte contemporânea, um dos nomes mais valorizados no mercado é o de Beatriz Milhazes, que assina telas comercializadas por mais de 1 milhão de dólares, incluindo o quadro Summer Love – Gamboa Seasons, avaliado em torno de R$ 12 milhões.
O trabalho da aclamada artista plástica carioca pode ser conferido pelos londrinenses na exposição “Beatriz Milhares – Um Itinerário Gráfico”, que fica em cartaz até o dia 30 de setembro, no Sesc Cadeião Cultural. A mostra reúne nove serigrafias produzidas entre 1996 e 2003. Impressas artesanalmente, estas obras integram a primeira série de gravuras em grandes dimensões, realizada em colaboração com a Durham Press (EUA). Estão expostas as telas Cabeça de mulher (1996), Rosa branca no centro (1997), Entre o mar e a montanha (1997-1998), O espelho (2000), O sábado (2000), As irmãs (2003), Havaí (2003), Os cisnes (2003) e Serpentina (2003).
A curadoria do Sesc afirma que público que visitar a exposição será contemplado com obras que expressam valores reconhecidos da nossa cultura. O cromatismo desafiador, o equilíbrio tenso entre o popular e o erudito, além da vertiginosa convivência de formas e cores lançam uma sedutora provocação ao olhar. Assim, possibilidades inéditas de reflexão sobre a visualidade brasileira se abrem na obra gráfica.
Nascida no Rio de Janeiro, em 1960, Beatriz Milhazes tem desenvolvido um repertório estrutural que inclui a abstração geométrica, o carnaval e o modernismo. Graduada em comunicação social, iniciou sua carreira como artista plástica da década de 1980, quando ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, como aluna e onde lecionou após formada até 1996.
A estreia em mostras nacional aconteceu em 1984, juntamente com outros 123 artistas brasileiros que participaram da mostra mostra foi intitulada de “Como vai você, geração 80?”. Explorando figuras geométricas e uma gama variada de cores que remetem ao estilo carnavalesco, a artista ganhou reconhecimento internacional a partir dos anos 1990, época em que fez mostras nos Estados Unidos e Europa.
Consolidou sua carreira no circuito nacional e internacional de Artes Plásticas com participação em Bienais de Veneza (2003), São Paulo (1998 e 2004) e Shangai (2006), e exposições individuais em museus e instituições prestigiosas, como na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2008); Fondation Cartier, Paris (2009); Fondation Beyeler, Basel (2011); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2012); no Museo de Arte Latinoamericano (Malba), Buenos Aires (2012); Paço Imperial, Rio de Janeiro (2013) e Pérez Art Museum, Miami, USA (2014/2015).
Atualmente, suas obras integram as coleções do Museum of Art, New York; MoMA – The Museum of Modern Art, New York; Solomon R. Guggenhein Museum, New York; SFMoMA – San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco; MNBA – Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo; Instituto Itaú Cultural, São Paulo; Fundação Edson Queiroz, Fortaleza; Museum of Contemporary Art, Tokyo Art Museum, Tokyo; 21st Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Fondation Beyeler, Basel; Centre Georges Pompidou, Paris.
Pintada por Beatriz em 2001, atela “O Mágico” foi vendida por 1,049 milhões de dólares em um de Nova York. A obra “O Moderno”, de 2002, foi comprada em Londres por 1,1 milhão de dólares. Já “Meu Limão” foi arrematada por 2,1 milhões de dólares em Nova York, em 2012. Em 2016, a tela Summer Love – Gamboa Seasons (2010) foi apresentada em um leilão de São Paulo com valor em torno de R$ 12 milhões.
Serviço:
Exposição “Beatriz Milhazes - Um Intinerário Gráfico”
Quando – Até 30 de setembro (de terça a sexta-feira, das 10h às 21h, e nos finais de semana das 10h às 18h)
Onde – Sesc Cadeião Cultural (R. Sergipe, 52)
Entrada franca


