Força e coragem
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de fevereiro de 2015
Luana Borges <br> TV Press 
Ultrapassar os limites do próprio corpo é uma das principais motivações de Carol Barcellos. Adepta da prática de atividades físicas desde nova, ela conseguiu aliar seu gosto por aventura ao trabalho de jornalista. E já fez pautas dignas de atleta, como correr uma maratona no Polo Norte e escalar a Agulha do Diabo, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, entre várias outras.
Desapegada de vaidades tipicamente femininas salvo uma ou outra, como ter cabelo comprido e manter o corpo em forma , Carol foi convidada para apresentar, ao lado de Clayton Conservani, o "Planeta Extremo", agora em formato de programa (exibido aos domingos, à 0h).
Do total de oito episódio, ela gravou três, em que participou de uma ultramaratona na Amazônia, mergulhou em cavernas na China e escalou sequoias gigantes na Califórnia. "Poder se desafiar é um privilégio. Ter a chance de me testar e de ir a lugares espetaculares é muito bom", avalia ela, que lida bem com as situações extremas que precisa enfrentar para gravar esse tipo de matéria. "Me adéquo bem ao programa porque não vou sofrer se ficar seis dias sem pentear o cabelo. Não vou nem lembrar", admite, às gargalhadas.
Para encarar as gravações em lugares inóspitos, Carol passou a fazer um treinamento físico mais intenso. Apesar de sempre correr e praticar esporte, antes ela não tinha um compromisso tão específico como, por exemplo, completar o trajeto de 127 quilômetros da ultramaratona da Amazônia. "Desde que entrei para o Planeta Extremo, sigo o treinamento com mais disciplina. Treino cinco vezes por semana sempre", assegura.
Mas nem com tanta preparação é possível prever tudo que aguarda a jornalista nessas expedições. Quando mergulhou em uma caverna na China, Carol precisou "segurar a onda". Afinal, ter a consciência de estar confinada debaixo da água causou nela uma sensação estranha. "Com certeza, foi o pior momento que eu tive. Ao contrário do mar aberto, na caverna não adianta você falar que quer subir porque precisa fazer o caminho todo de volta. E, nessa caverna, além de estar confinada, a visibilidade era muito ruim", revela.
O objetivo de passar por ali era ir até uma cidade submersa no país, um mergulho inédito para uma equipe de televisão estrangeira. Quando chegou ao destino final, o esforço valeu a pena. "É uma cidade a 40 metros de profundidade. Dá para ver casa, janela, templos com esculturas e ideogramas ainda perfeitos. É um negócio espetacular!", derrama-se.
O espírito aventureiro Carol herdou do pai, que sempre gostou de viajar de moto. Quando ela era mais nova, os dois costumavam ir para vários destinos em cima de duas rodas. "Mais até do que o esporte, gosto muito da expedição. Ir para um lugar desconhecido me estimula muito. E, como jornalista, ir para um lugar que, obviamente, tem muita história para contar porque pouca gente conhece", salienta.
Mas, diferentemente do que pode parecer, não foi esse tino para aventura e para o esporte que levou Carol a escolher trabalhar com jornalismo esportivo. Na verdade, na época da faculdade, a vontade dela era direcionar sua carreira para o jornalismo econômico. Tanto que fez cursos especializados para se aprimorar na área. Porém, quando participou do processo seletivo para estagiar na Globo, o departamento de esporte lhe ofereceu uma vaga, apesar de no seu currículo não constar qualquer afinidade com o assunto.
"Quando cheguei à etapa final, eu falei de economia, mas ninguém da GloboNews ou das outras áreas me quis. E o esporte me chamou. O acaso me jogou no caminho certo", afirma ela, que torce para uma segunda temporada do "Planeta Extremo". "Não paramos de treinar por isso. Não é certo ainda, mas acreditamos muito em uma segunda temporada", ressalta.


