Fora do sério
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Larissa Moggi <br> TV Press 
Nem mesmo o sol escaldante do Rio de Janeiro e o assédio das fãs tiram o sorriso do rosto de Rodrigo Simas ao falar de Bruno, seu papel na nova temporada de ''Malhação''. ''É a primeira vez que eu faço um personagem mais velho do que eu. Me esforço ao máximo para passar seriedade em cena, que é a característica mais forte dele'', explica.
A maturidade que o carioca de 20 anos mostra na atuação é a mesma que aplica em sua vida. E isso o ator tenta passar para aqueles que estão fazendo televisão pela primeira vez. ''A disciplina é essencial no nosso e em qualquer trabalho. Eu procuro passar para eles a maturidade que adquiri em casa e nos meus cinco anos de carreira. Mas tem sido uma troca diária. Cada um tem algo a ensinar para o outro'', assegura.
Na história, assinada por Rosane Svartman e Glória Barreto, Rodrigo vive o irmão extremamente ciumento de Ju, protagonizada por Agatha Moreira. O ator, que não tem irmã, passou a observar as relações das pessoas ao redor para compor o personagem. ''A Agatha é linda. Não tem como não ter ciúme. Mas, se eu tivesse irmã, jamais seria como o Bruno'', brinca.
Rodrigo é o terceiro da família Simas a fazer ''Malhação''. O capoeirista Beto Simas, pai do ator, participou da novela da Globo em 1996 e 1998. Já o irmão Bruno Gissoni, que viveu o Iran, em ''Avenida Brasil'', protagonizou a temporada de 2010.
Natural do Rio de Janeiro, Rodrigo passou a infância e parte da adolescência em San Diego, na Califórnia. Apaixonado pelo clima brasileiro, aos 15 anos voltou e teve certeza de que seria ator. ''Quando terminei uma peça do colégio, vi que podia levar jeito'', lembra o ator, que estreou na televisão em 2009, em ''Poder Paralelo'', da Record. Logo depois, foi aprovado em outro teste, mas dessa vez na Globo, em ''Fina Estampa'', onde viveu o playboy Leandro, um dos seus papéis de maior destaque. Um dos galãs do folhetim, Rodrigo gaba-se que seu visual às vezes ajuda. ''A beleza ajudou a abrir portas na minha carreira sim. Mas sem profundidade não dá para ir adiante'', acredita.
Quando pensa em comemorar os cinco anos como ator, o carioca lembra que precisa trabalhar mais. ''Eu nunca acho que estou pronto. Vejo minhas cenas diversas vezes depois que vai ao ar para tentar corrigir os erros. A vida de ator é um aprendizado diário'', discursa Rodrigo, que busca dar ainda mais base na carreira através do curso de Teatro, na UniverCidade.
Nome: Rodrigo Sang Simas.
Nascimento: Em 6 de janeiro de 1992.
O primeiro trabalho na tevê: ''Poder Paralelo'', de Lauro César Muniz, de 2009.
Atuação inesquecível: Pedro Bala, na peça ''Capitães de Areia'', adaptação da obra homônima de Jorge Amado, em 2009.
Ao que gosta de assistir: Novelas e filmes.
O que falta na televisão: ''Programas com mais conteúdo. Hoje temos programas muito superficiais, que não passam mensagem alguma para o público''.
O que sobra na televisão: ''Comédias forçadas''.
Ator: Tony Ramos.
Atriz: Glória Pires.
Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos.
Se não fosse ator, o que seria: Veterinário.
Cena inesquecível na tevê: ''Quando a Carolina Dieckmann teve de raspar a cabeça por causa da leucemia de sua personagem, em 'Laços de Família''', diz, referindo-se ao folhetim de Manoel Carlos, em 2000.
Melhor abertura de novela: ''Malhação 2012''.
Vilão mais marcante: Nazaré Tedesco, personagem de Renata Sorrah em ''Senhora do Destino'', de Aguinaldo Silva, em 2004.
Personagem mais difícil de compor: ''Aqueles que têm perfil parecido com o meu''.
Melhor bordão da tevê: ''Cada mergulho é um flash'', de Odete, de ''O Clone'', da Globo, vivida pela falecida atriz Mara Manzan.
Que papel gostaria de representar: ''Se puder, todos. Ainda estou no início da minha carreira''.
Filme: ''O Palhaço'', de Selton Mello, de 2011.
Livro de cabeceira: ''50 Tons de Cinza'', de E.L. James.
Autor: Jorge Amado.
Diretor: ''Não tenho um favorito''.
Um medo: ''De deixar de viver alegrias na minha vida''.
Projeto: ''Fazer cinema''.


