Fora de ordem
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segunda-feira, 09 de abril de 2012
Caroline Borges <br> <br> TV Press 
Para muitos atores, permanecer na zona de conforto é equiparável à morte. Às vezes, é necessário renovar drasticamente as características de seus papéis. Por isso, após boa parte da sua carreira dedicada à comédia, Rosane Gofman viu no convite de Elizabeth Jhin a possibilidade de encarnar uma personagem mais densa e conflituosa em ''Amor Eterno Amor'', da Globo.
Na trama, a atriz dá vida à empregada doméstica Valdirene, que sofre com a impossibilidade de visitar a neta por preconceito da nora em relação à sua profissão. ''A história trata muito sobre alienação parental, que é muito comum em famílias brasileiras. Passei a vida toda fazendo palhaçada. É legal fazer algo mais emocional e sério'', analisa a atriz, referindo-se a um distúrbio social no qual a mãe ou o pai de uma criança busca a afastar emocionalmente do outro genitor.
Aos 37 anos de carreira, Rosane - que também pode ser vista na reprise de ''Chocolate com Pimenta'' - diz já reconhecer com mais facilidade o ''caminho das pedras'' nas horas de montar as características de uma personagem. ''Tenho mais experiência e técnica, mas sempre são novas histórias e personalidades para se adaptar. Essa técnica ajuda no tempo da tevê, que é bem mais rápido'', afirma.
Há 25 anos, a atriz resolveu transmitir seus conhecimentos e criou o Teatro Escola Rosane Gofman. ''O incentivo maior partiu da minha mãe. Ela me ajudou bastante na construção da escola. Começou apenas comigo dando aula, o projeto acabou crescendo e hoje temos cursos profissionalizantes e livres'', lembra.
Nome: Rosane Gofman.
Nascimento: Em 18 de outubro de 1957.
O primeiro trabalho na tevê: ''Louco Amor'', da Globo, em 1983.
Atuação inesquecível: Como a Cinira em ''Tieta'', da Globo, de 1989.
Interpretação memorável: ''Tony Ramos em qualquer cena''.
Ao que gosta de assistir: ''Gosto muito de programas de entrevista, como o da Marília Gabriela e 'Agora é Tarde' do Danilo Gentili''.
O que falta na televisão: ''O que falta sempre chega. As coisas acontecem de forma bastante rápida na tevê''.
O que sobra na televisão: ''Muitos programas religiosos ou de venda. Sobra tudo aquilo que ofende a inteligência do telespectador''.
Ator favorito: Tony Ramos.
Atriz predileta: Glória Pires.
Se não fosse atriz, o que seria: Advogada.
Novela preferida: ''Tieta'', da Globo, de 1989.
Vilão marcante: Patrícia Pillar como Flora em ''A Favorita'', da Globo, em 2008.
Personagem mais difícil de compor: Cinira, em ''Tieta'', da Globo, em 1989.
Papel que mais teve retorno do público: ''A Cinira foi, sem dúvida, o personagem que me deu projeção na tevê brasileira''.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''A Favorita'', da Globo.
Melhor bordão de tevê: ''Ai, como eu tô bandida'', da Valéria, personagem interpretado por Rodrigo Sant'anna, no ''Zorra Total'', na Globo.
Filme: ''As Horas'', de Stephen Daldry, em 2002.
Livro de cabeceira: ''A Distância Entre Nós'', de Thrity Umrigar.
Autor: Orhan Pamuk.
Diretor: Woody Allen.
Vexame: ''Já fiz muito escândalo público por ciúme quando nova''.
Um medo: ''Que algo aconteça com algum filho meu''.
Projetos: ''Estou como idealizadora de um projeto para montar quatro peças infantis baseadas nas obras do Walcyr Carrasco''.


