Curitiba O cenário era, no mínimo, curioso. Mais de uma hora antes de começar a cerimônia de premiação do Prêmio Tim, na última terça-feira, no Rio de Janeiro, dezenas de pessoas, a maioria fãs, já esperavam na frente do Theatro Municipal na esperança de ver alguém famoso. Lá dentro, o critério para essa palavra era mais ou menos de acordo com a ordem de chegada. Explica-se: os jornalistas estavam logo na entrada, do lado de dentro do teatro. Ao chegar uma celebridade, esta era imediatamente cercada para fotos e entrevistas, mas descartada tão logo outra apontasse na porta.
Ney Matogrosso, que estava concorrendo em duas categorias (Melhor Disco e Melhor Cantor) e ganhou como Melhor Cantor, respirou aliviado quando Maria Bethânia, que foi o grande destaque da noite, recebeu três prêmios (Cantora, Disco e DVD) chegou: ''Vão lá falar com ela, vão'', dispensou. E logo foi liberado. Em rápida entrevista à reportagem disse que nunca gostou dessa ''coisa de aparecer''. ''Tanto que quando comecei a cantar pintava o rosto para ninguém me reconhecer'', lembra. Lá se vão mais de 30 anos dessa época.
Bethânia, geralmente avessa a esse tipo de cerimônia, também concedeu uma breve entrevista coletiva, ainda que contrariada. Disse que estava feliz pelas indicações e até arriscou falar de política. ''Vou votar em branco para presidente. Já decidi'', contou. Comentou ainda sobre seu novo trabalho, mas não quis entrar em detalhes. ''Só posso dizer que vai ser um disco sobre a água''. Mas não pode adiantar mais nada? ''Não. Só que é sobre água. Água doce, água salgada'', resumiu.
Quase todos as ''celebridades'' presentes, concorrentes ou não, se limitaram a poucas palavras, aliás. Elba Ramalho, que recebeu o prêmio de Melhor Dupla pelo disco em parceria com Dominguinhos, disse que estava feliz pela indicação. ''Mas se eu não ganhar, meu trabalho não ficará desmerecido por isso'', falou, antes de receber o prêmio. A lista de celebridades no evento era grande. De Curitiba, Ary Fontoura e Guta Stresser estavam presentes. A maioria estava na platéia, dividindo espaço com os indicados à premiação. Mas também tinha gente que andava meio sumida, como Rosana (aquela de ''Como uma deusa''.
A cerimônia aliás, foi de uma concisão impressionante. Nada de espaço para agradecimentos dos premiados. Eram chamados três ou quatro vendecores de categorias distintas de uma vez ao palco. Eles recebiam o prêmio e tchau. A entrega foi intercalada com a apresentação de músicos especialmente convidados para o evento que homenageou Jair Rodrigues. O músico, é claro, brilhou na apresentação que encerrou a entrega, mas Lulu Santos foi a grande estrela da noite com uma apresentação impecável de funk.
Lulu, aliás, falou com a reportagem da Folha logo em seguida, na festa da premiação. Em um clube bem próximo ao teatro, todo decorado com frutas naturais, foi servido muito uísque, prosseco e um jantar saboroso e ligth. Risoto com maça, peixe e salmão cru estavam entre as iguarias. Foi um pouco antes do jantar que Lulu comentou sobre o seu projeto para Curitiba. Quer gravar na Arena da Baixada, estádio do Clube Atlético Paranaense, o seu próximo DVD. Detalhes? Prometeu falar com exclusividade à Folha2 em uma outra oportunidade. Não na festa, que não é lugar para trabalho.
A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da organização do evento

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