O Psycho Carnival é o grande carnaval alternativo do Brasil. Em sua 12 edição, o festival deixou de ser um evento psychobilly e une não só os topetudos como os roqueiros em geral, assim como tiozinhos e tiazinhas e até mesmo gente que gosta das coisas tradicionais da Festa do Momo. A ordem é se divertir e pra isso estão escaladas 30 bandas e uma série de atividades, que vão de hoje até a próxima terça-feira, em Curitiba.
''Este é o maior Psycho Carnival que já fizemos. O line-up está sensacional e esta edição do festival vai ficar pra história. Esperamos 2,5 mil pessoas por noite no Moinho Eventos, principalmente porque temos atrações como o Mad Sin e o Necromantix. Muita gente está vindo de São Paulo e os hotéis estão lotados, estava difícil encontrar vagas até para a produção'', comemora o produtor do evento, Vlad Urban.
Além das citadas Necromantix, banda dinamarquesa radicada nos Estados Unidos, e da Mad Sin, da Alemanha, o Psycho Carnival vai reunir dez outros nomes internacionais, a exemplo dos britânicos do The Griswalds, assim como 13 grupos paranaenses e sete de outros estados brasileiros. Mesmo o foco sendo o psychobilly, a variedade ajuda a atrair até mesmo os foliões tradicionais.
''É pra quem gosta de uma trilha sonora diferente das marchinhas. O pessoal está percebendo a importância e tem aderido, mesmo aqueles que gostam do carnaval tradicional. A gente também respeita o que é feito por aqui, como o bloco de pré-carnaval dos Garibaldis e Sacis e o trabalho honesto e sincero de quem faz o carnaval de rua e não ganha nada com isso, é por paixão'', diz Vlad.
A concentração de vários eventos alternativos e gratuitos nos diversos espaços da capital paranaense também ajuda a atrair mais público. ''O Psycho Carnival é um guarda-chuva de eventos. Tem o Zombie Walk, que é um negócio superlegal, atrai gente que nem gosta de psychobilly mas gosta de filmes de terror. Tem o esquenta para o festival no Jokers, tem o Rockabilly Kustom Motors Show (evento que reúne carros temáticos), os shows nas Ruínas (do São Francisco)'', enumera Vlad. ''O mais bacana é que hoje já não é mais só um carnaval psychobilly. É o carnaval alternativo do Brasil.''

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