Folia e praia formam dupla imbatível
Da Redação
Um julho quente e prá lá de alegre. No ritmo do carnaval as micaretas - festa criada para marcar o fim da quaresma - prometem agitar o Nordeste que, nesta época do ano, atrai miliares de turistas. A Micarina, micareta que acontece em Teresina (Piauí), abre a temporada com quatro dias de folia (de 8 a 11 de julho). Ela acontece na avenida Marechal Castelo Branco, uma das mais amplas, arborizadas e bonitas de Teresina. Considerada uma das cinco maiores festas deste tipo, a Micarina reuniu, no ano passado, cerca de 600 mil pessoas.
Com características particulares, a festa é a única em que os blocos, empurrados por trio elétricos baianos, passam duas vezes pelo corredor da folia (vai e volta). A alegria será embalada pelas bandas Chiclete com Banana, Cheiro de Amor, Ara Ketu, banda Eva, Asa de Águia e pelos cantores Netinho e Ricardo Chaves. Ao todo, três blocos formados por cerca de 4 mil componentes, ajudam a aquecer ainda mais a alegria.
O gran finale, no entanto, fica por conta do Bloco da Pipoca, trio elétrico já tradicial que pula ao redor dos foliões, arrastando a multidão. Entre a beleza das praias, o eterno verão e a alegria nordestina, os turistas ficam literalmente no meio de um turbilhão de atividades. A cidade de Teresina tem a tradição de receber bem e a Micarina faz da cidade o local ideal para quem quer aproveitar as férias de julho no Nordeste, garante o diretor da empresa organizadora do evento, Paulo Sérgio Resende.
Mas a Micarina é só o começo da folia no Nordeste. Quem gosta de carnaval e blocos de rua não tem como se decepcionar. Mesmo aqueles que não gostam de agito costumam gostar da festa que carrega ingredientes e tempero da rica cultura e folclore nordestinos. Depois da Micarina, em Teresina, todo mês explodem outras micaretas. Entre elas a Fortal, em Fortaleza e a Recifolia, em Recife, em outubro. Em dezembro tem o Carnatal, em Natal e o Carnaxé 99 (em Porto Seguro). Depois é só esperar dois meses para o carnaval chegar. É festa o ano inteiro.
Além de reforçar a indústria do turismo, essas festas são também eventos sociais de grande importância econômica para as cidades porque geram empregos o ano inteiro. Nos quatro dias da Micarina (Teresina), por exemplo, a organização, serviços de saúde e segurança envolverá centenas de trabalhadores. Este ano, só na segurança serão mobilizados mais de 3 mil homens. Segundo os organizadores, a Micarina é hoje a festa do gênero com menor índice de violência.





