Folhetim clássico
No centro da história de ''Chamas da Vida'' há um romance com cara de folhetim clássico. Carolina, de Juliana Silveira, nasceu em Tinguá, na Baixada Fluminense, mas desde que conquistou a independência financeira mora na Urca, bairro do Rio de Janeiro. Seu pai Walter, interpretado por Antônio Grassi, continua tocando os negócios da família na Baixada e bem no dia em que a fábrica de sorvetes dele é incendiada, Carolina está no local. O grupo de bombeiros da região é chamado e o herói da história Pedro, vivido por Leonardo Brício, salva a mocinha. É paixão à primeira vista da moça rica pelo rapaz pobre. ''Vários conflitos surgem a partir daí, pois até esse momento eu faço um cara tradicional e certinho'', resume Leonardo Brício. A vida do casal não vai ser fácil já que Carolina estava prestes a se casar com o interesseiro Tomás, de Bruno Ferrari, e Pedro namora há anos a fogosa Ivonete, feita por Amandha Lee.
O principal suspeito de colocar fogo na fábrica de sorvetes é Antonio, interpretado por Dado Dolabella. Ele pertence à gangue do ferro-velho, que inferniza a vida dos moradores de Tinguá praticando rachas e realizando festas ''rave'' com muito consumo de ecstasy. E o irresponsável Antonio é irmão do bombeiro-herói Pedro. ''Picho, assalto e até mato meu sogro na história. Sou um animal irracional e o maior problema da vida do Pedro'', resume Dado.
Além do amor da moça rica pelo rapaz pobre, a disputa pelo poder na fábrica de sorvetes conduz ''Chamas da Vida''. Manipulando o filho Tomás, a vilã Vilma de Lucinha Lins faz de tudo para reconquistar o poder que tinha antes de seu marido, antigo sócio da fábrica, morrer. Para sustentar qualquer folhetim é indispensável um núcleo cômico. E Ewerton de Castro, na pele de Brito, encabeça a turma engraçada da novela. ''Faço um dono-de-casa que vende marmitas para a fábrica e que é o desgosto da sogra. A comédia é a pausa para respirar em uma novela. Todo mundo gosta'', valoriza o ator.(G.G.)





