André Bernardo
TV Press
Desde que aceitou o convite para interpretar a Pilar, de ‘‘Vila Madalena’’, Cristiana Oliveira vive numa correria só. E não é para menos. Às vezes, a atriz está no Rio, onde grava nos estúdios do Projac. Outras vezes, está em São Paulo a fim de gravar as externas no bairro que dá título à novela das sete. E, sempre que pode, dá uma escapulida até Porto Alegre, cidade onde mora com o marido, o engenheiro Marcos Sampaio. A única exigência que a atriz faz é a de não se desgrudar da pequena Antônia, de apenas nove meses, por um instante sequer. ‘‘No fundo, adoro essa correria. Ator é mambembe por natureza’’, orgulha-se.
Aos 36 anos de idade e 11 de carreira, Cristiana Oliveira exibe uma silhueta de dar inveja a muita adolescente. Mesmo depois de já ter perdido os 17 quilos que ganhou durante a gravidez, a atriz corre todos os dias, faz bicicleta ergométrica e, de quebra, enfrenta 40 minutos de ginástica localizada. Ainda este ano, ela pretende investir na comercialização de produtos de beleza. ‘‘Há dez anos recebo convites, mas sempre resisti à idéia. Hoje, penso que posso ajudar as pessoas a cuidarem mais da própria saúde’’, acredita.
Nome completo: Cristiana Barbosa da Silva Oliveira.
Nascimento: No Rio de Janeiro, em 15 de dezembro de 1963.
Primeiro trabalho na tevê: O papel de Hannah em ‘‘Kananga do Japão’’, exibida pela Manchete em 1989. ‘‘A Tizuka Yamasaki gostou tanto do meu teste que sugeriu que eu fizesse o papel principal. Eu, é claro, recusei.’’
Com quem gostaria de trabalhar: Com os diretores Carlos Manga e Martin Scorsese.
Momento marcante: ‘‘Quando interpretei a Juma em ‘Pantanal’. Papéis como aquele só aparecem de dez em dez anos.’’
O que gosta de assistir na tevê: ‘‘Novelas. Principalmente as que são escritas pelo Benedito Ruy Barbosa e pela Glória Perez.’’
Que novela gostaria que fosse reprisada: ‘‘Roque Santeiro’’, de Dias Gomes. ‘‘Não perdi um capítulo sequer!’’
Livro de cabeceira: ‘‘Histórias das Mulheres do Brasil’’, de Anita Garibaldi.
Símbolo sexual: ‘‘Meu marido, o Marcos Sampaio.’’
Mania: ‘‘De falar ao telefone.’’
Arrependimento: ‘‘De ter parado de dançar aos 17 anos. Na época, cheguei a pesar 98 quilos.’’

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