DivulgaçãoGrupo Fogança: turnê pela França, Espanha e lançamento de CD marcam os dez anos de criaçãoO Grupo Parafolclórico Fogança, da Universidade Estadual de Maringá está viajando no próximo dia 30 para participar do Festival Internacional de Folclore na região dos montes Pirineus, divisa entre França e Espanha. O festival dura 10 dias, mas os 50 grupos que participam farão um turnê por 32 cidades, fazendo uma apresentação por dia. Para comemorar os dez anos de criação, e para ajudar a pagar as despesas com a turnê pela Europa, o grupo está lançando seu primeiro CD: ‘‘Brasil: Sul, Centro e Norte’’ uma produção independente, hoje às 20h30 no
Cine-Teatro Plaza.
O trabalho é o resultado de pesquisas sobre diferentes regiões do país. Do folclore gaúcho retiraram as pérolas ‘‘Balaio’’ e ‘‘Tatu’’, um valseado que lembra uma rancheira. Do Paraná tem sete Tiranas, do ‘‘Fandango’’ paranaense; um tema do ‘‘Boi de Mamão’’, de Santa Catarina; da região sudeste trazem ‘‘Sereia’’, tema de Tamboril, dança folclórica da região de Minas e do interior de São Paulo. Do nordeste brasileiro, o Fogança gravou duas versões de ‘‘Côco’’ - de Praia e do Sertão, a diferença é o jeito de dançar cada uma delas. O Côco de Praia se dança em roda e o do Sertão se dança em fila. No repertório tem ainda o ‘‘Camaleão’’, também do nordeste e o ‘‘Maneiro Pau’’, uma dança da região do Cariri, do Ceará. Tem ainda o ‘‘Guerreiro’’, de Alagoas; ‘‘Vaqueiro Marajoara’’, da região norte e duas danças de influência indígena - uma coletânea de sons de nações que vivem no norte e no sul do país.
Mauro Ravagnani, diretor musical e violeiro de dez cordas, vocalista, e percussionista, diz que gostaria de ter elaborado melhor o trabalho. ‘‘A maioria dos integrantes do grupo trabalha o dia todo em outras profissões e por isso não temos tempo para produzir o disco como gostaríamos’’, diz o diretor musical do Fogança. O repertório já vem sendo trabalhado há algum tempo para as coreografias que o grupo apresenta pelos festivais brasileiros. ‘‘Mas para gravar um CD foi preciso investir mais nos arranjos’’, lembra Ravagnani.
O CD foi gravado em dois meses num estúdio de 32 canais, em Maringá. Os arranjos são coletivos, coordenados por Mauro Ravagnani que além de maestro e cantor é considerado um dos melhores tocadores das rodas de viola caipira do sul do país.
AcústicoNo disco do Fogança as cinco vozes são acompanhados por uma infinidade de instrumentos acústicos bem brasileiros como sanfona, viola caipira, pandeiro, zabumba, triângulo, ganzá, agogô, repiques e surdo.
Os CDs serão vendidos a R$ 10,00 para ajudar a pagar os figurinos - um para cada estilo de dança - instrumentos, parte da viagem dos 28 integrantes - 7 músicos e 19 dançarinos, mais a coordenadora do grupo e um cenógrafo que vai fazer os serviços de costureiro, contra-regra, maquiador e o que mais precisar.
Há seis anos o Fogança participa do Festival Nacional do Folclore que acontece em Olimpia, no interior de São Paulo, que a cada ano escolhe um grupo para representar o Brasil lá fora. A escolha do Fogança no ano passado rendeu uma aparição no programa Brasil Legal de Regina Casé e muitos outros convites para o segndo semestre.
A primeira apresentação na França acontece no dia 2 de julho, em Toulouse. E segundo seus coordenadores o Fogança de Maringá viaja levando uma bandeira: ‘‘Queremos fazer com que a cultura popular não se perca. Nosso compromisso é fazer esse resgate mostrando para o Brasil, para as populações que dificilmente têm acesso às artes, e também no exterior, um pouco do que deveria ser a nossa cultura popular’’.

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