Florida Inn Edinelson Alves corresPondente nos UEA.Luto no Everglades
Morreu na quarta-feira em Miami, aos 108 anos, Marjory Stoneman Douglas, consagrada como a maior defensora do Parque Nacional do Everglades, uma das mais importantes reservas de vida animal dos Estados Unidos com 566.580 hectares. Marjory residia em Miami desde 1915 e sempre teve na defesa do Everglades uma bandeira de sua vida. Antes mesmo da criação do Parque Nacional em 1947, ela já percorria aquela vasta região pantanosa para identificar plantas e animais. Marjory também escreveu o livro mais popular sobre o Everglades. Ainda que tenha perdido a visão por complicações de saúde nos últimos anos, a incansável defensora da natureza não perdeu sua visão sobre a importância da defesa dos Everglades da Flórida. Novo guia na praça
Livros e guias sobre Miami e Orlando parecem sempre atrair brasileiros interessados em descobrir novidades na Flórida. Uma nova publicação do gênero acaba de ser lançada pelos jornalistas Gladys Ribeiro e Mário Andrada e Silva.‘‘Não queríamos que fosse só uma daquelas listas de atrações. Por isso nos preocupamos em sempre contar historinhas’’, explicou Mário, que há cinco anos é correspondente do Jornal do Brasil na Flórida. Apesar de fugir do convencional não há como falar sobre Miami sem dar dicas de compras e nem pode faltar considerações e detalhes sobre os parques temáticos de Orlando. Encontro com celebridades
O guia Miami & Orlando garante que 80% dos turistas que passeiam pela ‘‘Hollywood latina’’ encontram alguma pessoa famosa do nível de Madonna, Silvester Stallone, Claudia Schiffer ou Emerson Fittipaldi que além da loja da Hugo Boss também tem em Miami a marca Fittipaldi Macabi Cigars, especializada em charutos. O livro também aponta caminhos além dos tradicionais roteiros turísticos, além de classificar as lojas por itens de produtos. Para não desperdiçar tempo durante a viagem, os jornalistas sugerem que não se deve ‘‘trazer uma lista enorme de encomenda de amigos’’. É perda de tempo e dor de cabeça na certa. Cassino, riqueza de índio
Há dois séculos atrás reinava muita pobreza entre os índios americanos. Muitas reservas foram saqueadas pelos brancos que corriam em busca do ouro. Mas as tribos que decidiram entrar no negócio do jogo explorando cassinos estão vivendo tempos de fartura. A comunidade Sioux Shakopee, de Minessota, por exemplo, quer comprar mais de 250 hectares de uma área que pertence ao governo local. A grande vantagem dos índios é que em suas propriedades eles podem fazer o que bem quiserem, pois são áreas fora do controle da zonificação local. O curioso nessa história é que os brancos levaram o ouro e deixaram o jogo como consolo, não sabendo que os cassinos poderiam se transformar numa mina para as tribos que utilizam todos os recursos possíveis para atrair os brancos para os jogos. Cruzada contra expansão
Mas o governador de Minessota, Arne Carlson, está tentando segurar a transação, pois sabe que os indígenas querem mais terra para construir centros comerciais e expandir seus negócios, aumentando assim a influência política e econômica na região com o dinheiro do jogo. Em Connecticut, os Pequots Mashantucket já estão comprando propriedades vizinhas e o governo daquele estado também estuda como conter esse avanço. O impacto do grande faturamento sobre as reservas está trazendo uma situação crítica para as comunidades próximas dos cassinos que não vêem como acompanhar com o trabalho o progresso que os índios estão alcançando com a exploração do jogo.

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