FLÓRIDA IN
Ednelson Alves
Correspondente em Miami
Mais vôos
Com 101 companhias aéreas utilizando a rota de Miami em seus vôos, o aeroporto da cidade passou a ser o número 1 do País em quantidade de empresas. O aeroporto de Nova York passou a ser o segundo com 100 companhias. Isso reflete o potencial do sul da Flórida, já que a cerca de 50 quilômetros ao norte de Miami opera o aeroporto de Fort Laurderdale-Hollywood, com grande movimento, principalmente de vôos nacionais.


Comportamento
Finalmente chegou na imprensa americana a polêmica provocada pela fita de vídeo da Disney, produzida e distribuída exclusivamente para ensinar ‘‘bons modos’’ aos brasileiros que pretendem conhecer o parque da companhia. O Miami Herald trouxe reportagem contando o episódio. Considerando o potencial do mercado brasileiro para a empresa do entretenimento, a reportagem ressalta que a polêmica não foi um bom negócio para a Disney. Faltou jogo de cintura.


Trabalho
Deu no jornal Le Monde que a organização sindical americana National Labor Comittee (NLC) está acusando a Disney de explorar, através de terceirização de serviços, os trabalhadores do Haiti. A NLC sustenta que as empresas terceirizadas pagam menos de R$ 2,50 por dia para os trabalhadores que costuram os pijamas da bela Pocahontas. A Igreja Metodista Unificada Americana, que também tem ações da Walt Disney Co. promete levar a denúncia para uma assembléia de acionistas da empresa no próximo dia 25.


Comparação
As irmãs de São José pedem a multinacional do entretenimento que publique um relatório comparando os salários dos seus diretores com os dos trabalhadores terceirizados da empresa no Haiti, Birmânia e Tailândia. A disney se opõe a fazer tal publicação alegando que normas estritas são impostas aos trabalhadores terceirizados e que os salários milionários pagos a seus diretores refletem a saúde financeira da empresa. A campanha anti-Disney já virou discussão na Internet e a conclusão é de que não fica bem para a imagem de uma empresa do turismo que vende a pureza e a ingenuidade em seu marketing, bancar o Tio patinhas na hora de pagar trabalhadores de países pobres.


Sem Havana
O transatlântico Seabourn Pride que zarpará em 21 de março do Porto de Everglades (sul da Flórida) para o Caribe, divulgou através de seus folhetos de propaganda que poderia parar em Havana. Imediatamente o anúncio provocou dois tipos de reações. Primeiro, despertou a atenção de grande quantidade de turistas que gostariam de chegar de navio à capital cubana. Depois, causou surpresa porque os cruzeiros que partem dos Estados Unidos são proibidos de parar em qualquer porto cubano. A empresa corrigiu o seu folheto e retirou Havana do roteiro. Mas Bruce Goods, porta-voz da companhia disse que há uma demanda reprimida muito grande dos turistas que querem visitar Cuba em cruzeiros.Trem das Onze
O carnaval de Nova Orleans é famoso nos Estados Unidos. Os hotéis da Capital do Jazz praticamente fecham suas reservas com um ano de antecedência. Para resolver o problema dos turistas a empresa ferroviária Amtrak criou um roteiro específico para essa viagem. O trem saiu anteontem (sábado) de Miami, com paradas para apanhar foliões em Fort Lauderdale, Winter Haven, Orlando e Jacksonville. O retorno começa na quarta-feira. O trem, com camarotes, é uma espécie de hotel e ficará estacionado durante os quatro dias de festa a 15 minutos da Bourdon Street. Além do pitoresco desfile, o carnaval de Nova Orleans oferece jazz até o amanhecer, bailes e ainda diversos pratos típicos. O preço do ‘‘Trem das Onze’’ é de US$ 649 por pessoa.


Passarela em Miami
Considerada a grande festa popular da Calle Ocho, tradicional rua que predomina o comércio cubano, o Carnaval de Miami com seu ritmo caribenho começará no dia 18 de fevereiro e vai até 9 de março. A novidade é que os organizadores decidiram, pela primeira vez neste ano, mudar o roteiro da festa. Além de seu reduto natural na Little Havana, o Carnaval será levado também para as praias de South Beach. O novo endereço do samba tem um motivo justificado pelos organizadores: atrair o turismo internacional, principalmente os europeus que estão hospedados ou passeando por Miami Beach.

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