Flórida In
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de novembro de 1996
Ednelson Alves 
Pé na estrada
Disposta a dar um tempo na rotina do trabalho e passar a vista por lugares diferentes, a curitibana Andréa Holzmann decidiu, na véspera do Natal do ano passado, embarcar para Nova York. De cara, conta que se encantou com a neve. na base do turismo econômico virou freguesa do metrô e principalmente do transporte ferroviário nos percursos mais distantes. Baseada na Big Apple dirante 19 dias, ela conheceu as principais atrações como World Trade Center, Empire State, Central Park, assistiu O Fantasma da Ópera, caminhou pela Broadway e pela Brooklin Bridge. Sozinha, o importante é ter um bom guia na mão para conferir cada detalhe, observa.
Relâmpago
Um dia bem cedo, de trem, Andréia rumou para Philadelphia. Uma hora e meia depois já estava viajando por lugares que marcaram a independência dos Estados Unidos, através de museus e casas históricas. A City Hall (prefeitura) da cidade é fantástica incrementando seu roteiro histórico, a curitibana também partiu de Nova York para Washington, cerca de três horas de trem. O Capitólio é um prédio artístico, rico em detalhes, e a cidade é luxuosa, com ar de respeito.
Pacífico
Para curtir o outro extremo dos Estados Unidos, Andréa rumou para Los Angeles, onde também viu de tudo um pouco: Beverly Hills, Calçada da Fama, Disneylândia e ainda o pôr-do-sol de Malibu. Com seu roteiro próprio, deu uma esticada a São Francisco. Se fosse possível nunca sairia dessa cidade. São Francisco é romântica, simpática, com ladeiras, inúmeras galerias de arte, com cafés estilo europeu e ainda um bondinho.
De volta
Andréa conta que depois de quase 30 dias percorrendo os Estados Unidos, foi difícil retornar ao Brasil. Por isso ela decidiu, quatro meses depois, juntar as últimas economias e voltar a estrada. Mais experiente, transformou sua poupança em travel cheques. Veio direto para a Carolina do Norte onde ficou quase seis meses num curso intensivo de inglês. E claro, viajando com economia. Como milhares de brasileiros, Andréia agora está ancorada em Miami. O turismo alternativo nos Estados Unidos é muito barato. A receita é ter pouca bagagem e se possível um cartão de crédito. Esse é o cartão de visita na América. Na dúvida, coma pizza, sanduíches e comida chinesa, pois é a mesma coisa em todo mundo e o viajante não estranha o preço nem o sabor diferente.
Velho mundo
Com os filhos criados e independentes, o funcionário aposentado Ruiz Maciel Ramirez, que há dois anos trocou Brasília por Curitiba, também ganhou coragem para realizar, ao lado da esposa Cristina Maria, um velho sonho: conhecer a Europa. Apenas com a passagem de ida e volta, Ruiz desembarcou em Paris, alugou um carro e durante 15 dias passeou por sete países. Mesmo dominando pouco o inglês, ele conta que circulou sem problemas. A dificuldade maior era na hora de fazer pedido nos restaurantes. Os pratos nem sempre tinha o sabor que a gente imaginava. Na Áustria e Alemanha há alguma semelhança com a comida do sul do Brasil, principalmente as confeitarias que servem verdadeiras delícias.Preço Alto
Fazendo agora o roteiro Miami-Fort Lauderdale (onde está hospedado) e Orlando, Ruiz compara que os preços na Europa estam muito salgados em relação aos Estados Unidos. A diferença é grande desde o preço do aluguel do carro, hotel e alimentação. Por isso deixamos para fazer as compras aqui em Miami. Mas que a Europa é encantadora isso é, confessa.


