Florença - Um emaranhado de ruas estreitas cortado pelo Rio Arno (e suas pontes) e emoldurado pelas colinas da Toscana. Florença é mesmo um exagero. E não apenas por essa beleza natural tão singular. A cidade é o mais perfeito monumento renascentista da Europa. Se escritores como Dante e Maquiavel contribuíram para sua herança cultural, Botticelli, Michelangelo e Donatello a transformaram num museu a céu aberto.
Florença nasceu colônia romana em 59 a.C., emergiu na Idade Média como cidade-Estado independente e passou para as mãos de famílias ricas a partir do século 15. Foi quando a ''dinastia'' de banqueiros Medici assumiu o controle político local. Eles mandaram e desmandaram durante três séculos e foram muito além do poder. Os Medicis queriam construir uma cidade para deixar o mundo de queixo caído.
Foi fácil. Àquela época, Florença era praticamente o centro do mundo. Pintores, escultores, escritores e arquitetos importantes foram todos para lá. Florença, então, desabrochou.
Toda produção artística desse período, que inclui afrescos, telas e esculturas, pode ser vista hoje em museus, igrejas e galerias de arte, mas também nas ruas e nas praças da cidade.
Difícil é escolher o que admirar primeiro - tudo é clássico e merece a visita. Saiba logo: menos de três dias será insuficiente. E, antes de definir o roteiro, pense em suas prioridades.
O centro histórico é compacto e convida a um agradável passeio a pé. Muito do que o turista quer ver está lá. A visita, então, começa invariavelmente na Duomo de Santa Maria del Fiore, a impressionante catedral de mármore.
Passo a passo
A Duomo é um dos cartões-postais de Florença e mostra esse desejo de a cidade ser superior em tudo. A catedral de cúpula alaranjada é a quarta maior da Europa, tem um batistério com lindos portões de bronze e um campanário projetado por Giotto, em 1334. Subir os degraus até o topo é fundamental. Dali, Florença se abre numa panorâmica incrível.
O próximo passo leva à Piazza della Signoria, por muito tempo o coração político e social da cidade. Ali, Davi, a escultura original de Michelangelo, ficou exposta até 1873 - hoje, a obra está na Galeria da Academia. A praça ainda é um ponto de encontro, só que de turistas, que se aglomeram ao redor da Fontana di Nettuno, onde o deus está cercado por ninfas.
É na Piazza della Signoria que fica o Palazzo Vecchio, sede da prefeitura de Florença. O prédio de 1322 ainda conserva a aparência medieval e seu interior guarda relíquias de Leonardo Da Vinci e de Michelangelo. Bem do lado você encontra a Galleria degli Uffizi, maior espaço de arte gótica e renascentista da Itália, construído entre os anos de 1560 e 1580.
A Uffizi tem um acervo inigualável: O Nascimento de Vênus, de Botticelli, Adoração dos Magos, de Leonardo Da Vinci, e Sagrada Família, de Michelangelo, são apenas alguns exemplos. Prepare-se para enfrentar muita fila.
Entre as igrejas, além da Duomo, destaque para a Santa Croce, que guarda afrescos de Giotto do século 14 e túmulos de celebridades como Michelangelo, Maquiavel e Galileu Galilei.
Depois da ponte
A Ponte Vecchio é o outro símbolo máximo de Florença. Como o nome diz, é a mais antiga da cidade, construída em 1345 de acordo com o projeto de Taddeo Gaddi - um dos alunos de Giotto - e única ''sobrevivente'' das destruições durante a Segunda Guerra Mundial.
Quem atravessa o Rio Arno pela ponte chega ao bairro Oltrarno, com duas atrações disputadas. A Igreja Santo Spirito e o Palazzo Pitti, de 1458, que abre as portas para os turistas conhecerem tanto os aposentos dos governantes quanto a coleção de arte que inclui obras de Caravaggio, Rafael e Ticiano. Mais uma vez, um exagero.

SERVIÇO
- Duomo: o ingresso para subir na cúpula custa 6 euros (R$ 15). Site: www.duomofirenze.it
- Galleria degli Uffizi: ingresso a 6,50 euros (R$ 16). Site: www.uffizi.firenze.it
- Palazzo Pitti: ingresso a 8,50 euros (R$ 21). Site: www.palazzopitti.it

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