Luiz Claudio Oliveira
De Curitiba
O Prêmio Saul Trumpet completou, na quinta-feira, cinco edições, ou cinco anos dedicando prêmios à música paranaense. Isso significa, aproximadamente, um quarto do tempo que o jornalista Zeca Corrêa Leite vem trabalhando destacadamente como o melhor repórter da área cultural do Paraná e um dos melhores do País. Todos os jornalistas que nesses cerca de 20 anos fizeram algum tipo de reportagem cultural no nosso Estado, beberam na fonte e devem reverência ao mestre Zeca. Se não o conhecem, desculpem, mas não são bons jornalistas.
O prêmio concedido agora foi especificamente na área de música, mas poderia – como já aconteceu – ter sido em qualquer outra área. Literatura, teatro, artes plásticas, dança, folclore, circo, seja o que for, sempre está lá o Zequinha com sua cadernetinha, seu gravador, ouvindo a todos com a mesma atenção e, não poucas vezes, mas nem tanto quanto poderia, também dando conselhos.
Zeca não é apenas jornalista pois trabalha também do outro lado. É poeta, letrista e dramaturgo. E como tudo o que faz, faz bem-feito. Artistas mais que reconhecidos, como Fernanda Montenegro, Marília Pera, Luis Melo, o maestro Alceo Bochinno, Ivan Lins, Marisa Monte, Mônica Salmaso e todos os premiados de quinta-feira sempre reconhecem o jornalista da Folha de Londrina/Folha do Paraná em entrevistas coletivas e dedicam a ele atenção especial – e merecida.
O Prêmio Saul Trumpet é mais do que justificado também porque foi dado a um homem-música, com ritmo próprio. Além de ter uma maravilhosa coleção de discos e grande conhecimento de música brasileira, é a única pessoa no mundo que domina o tempo. De nada adianta o tempo vir com aquela pressa toda dele para cima do Zeca. Com doçura, paciência e humildade, ele acalma o tempo até que ele fique bem quietinho, tranquilo e se adapte à cronografia ‘‘zequiana’’.
Além de um nome próprio, um substantivo, Zeca poderia tranquilamente ser um adjetivo. Você encontraria um amigo e perguntaria: ‘‘E aí, como
estão as coisas?’’ E ele responderia: ‘‘Tudo Zeca.’’ Quer dizer que estaria tudo muito bom, muito legal. Ou então você encontraria alguém especial,
que te impressionasse positivamente e exclamaria: ‘‘Pô, aquele cara (aquela mina) é Zeca!’’
Em todos os cinco anos de existência, esta edição do Prêmio Saul Trumpet foi a mais organizada. E nunca antes um prêmio havia sido tão indiscutivelmente merecido como o dado a Zeca Corrêa Leite como o melhor jornalista na área cultural. E, quer saber, ainda é pouco. Fiquem bem, fiquem Zeca.

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