Arquivo FolhaNão se isolar é o primeiro passo para evitar a depressãoPara entrar no clima e afastar um eventual ataque da depressão de fim de ano, o melhor é cercar-se de familiares, amigos ou mesmo formar um grupo entre os colegas de trabalho também solitários. A receita é da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que adverte: as bebidas e drogas devem passar longe dos deprimidos para a garantia de um final feliz durante esta época de festas.
Consultor de Estilos de Vida Saudável e Saúde Mental da organização, o médico Iván Montoya afirma que um erro das pessoas deprimidas durante as festividades de final de ano é recorrer ao consumo de álcool ou drogas. ‘‘Isso piora a situação, porque, ao passar o efeito, aumenta a depressão’’, alerta. É importante seguir duas regras essenciais: o consumo de álcool deve ser moderado e a combinação da bebida com o volante, evitada.
Ao invés disso, afaste a solidão, recomenda Montoya. Segundo ele, em algumas pessoas, o Natal traz lembranças da infância e de momentos bons, nem sempre revividos. ‘‘Daí para a depressão pode ser um passo’’, afirma o médico, enfatizando que a situação é mais difícil para as pessoas que vivem sozinhas.
A preocupação do médico com a depressão de final de ano está relacionada, segundo ele, ao aumento das taxas de suicídio na América Latina no final do ano, especialmente entre as populações com tradição judaico-cristã, que comemoram o Natal. O problema costuma agravar-se em países do hemisfério norte, onde a data coincide com o inverno.
Sintomas São sinais de depressão o estado de espírito de tristeza, a perda de energia, a insônia e a irritabilidade. Os sintomas devem ser levados em consideração pelos familiares ou pela própria vítima. De qualquer forma, um médico ou um terapeuta deve ser acionado.
Os mais suscetíveis à depressão são, contudo, aqueles afastados dos familiares, que enfrentam a barreira do idioma ou têm dificuldades para estabelecer um relacionamento social, e, por isso, acabam perdendo o interesse em participar de atividades.
‘‘Os que têm famílias em outros países e encontram costumes natalinos diferentes dos seus lugares de origem são também vulneráveis à depressão’’, explica o médico da Opas. Ele ressalta que o ‘‘apoio é fundamental para o solitário’’. Montoya sugere ainda a incorporação de pessoas com essas dificuldades a grupos voluntários, por exemplo.

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