Os interessados no espírito revolucionário dos anos 60 e 70 ou no ideário socialista implementado pelo presidente François Mitterrand terão contato, em Porto Alegre, com a história viva na figura do filósofo, escritor e militante marxista francês Régis Debray, 57.
Ele fala hoje na abertura do 2º Seminário Internacional de Comunicação, promovido pela PUC-RS, Secretaria da Cultura e Assembléia Legislativa. ‘‘O Estado Sedutor - As Relações entre a Mídia e o Poder no Mundo Contemporâneo’’ termina nesta sexta.
Além de ter participado intensamente de movimentos revolucionários, ficando preso durante quatro anos (1967 a 1971) na Bolívia, devido a sua ligação com o guerrilheiro Che Guevara durante sua incursão pelas florestas bolivianas, Debray se notabilizou como teórico, sendo um dos principais seguidores de Louis Althusser, de quem foi aluno. É dele o conceito de midiologia, que examina as relações entre poder, mídia e sedução.
Alguns livros seus, como ‘‘Vida e Morte da Imagem’’, ‘‘O Estado Sedutor’’ e ‘‘Revolução na Revolução’’, tornaram-se referências filosóficas dos anos 70. Depois de ter assessorado Mitterrand como conselheiro em seu primeiro mandato presidencial (1981-1988), Debray defendeu sua tese de doutorado em 1993 e tornou-se pesquisador da Sorbonne.

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