Filo, 30 anos
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de junho de 1997
Antônio Mariano Júnior Londrina 
Trinta anos são trinta anos são trinta anos são trinta anos. 30 anos. FILO por extenso, FILO cardinal. E por aí vai... Disse ela: O impulso criador da arte, quando utilizado em favor das causas democráticas, não pode ser detido. Em outras palavras, Nitis Jacon. Que, aliás, não disse, escreveu. E escreveu mais: Mal festejamos uma conquista e, de repente, novos obstáculos surgem. E outros e outros e outros. E assim mesmo, palcos, palcos, palcos. Felizmente, palcos. Cultura no País do futuro sequer foi coisa do passado. E assim mesmo, FILO. Que nestes trinta anos - ou 30 anos - não fez outra coisa senão renovar o verniz cultural da cidade. Anualmente. O FILO foi, realmente, um dos caminhos viáveis para que Londrina saísse da idéia pequena de que só a peroba nos faz ver o mundo de cima. O FILO, em seus trinta anos - ou 30 anos -, fez da cidade uma imensa plantação de palcos. A cultura do teatro resistiu a geadas arrasadoras, a planos econômicos equivocados e a pior das pragas: a falta de consideração maior por parte de homens altos e, por que não, de homens baixos. 30 anos. Ainda é cedo para falar: nossa, já?


