FILO 2026 termina com espetáculos internacionais
Espetáculos do México, Espanha e uma coprodução França/ Israel estão em cartaz neste final de semana, além de produções nacionais em vários espaços
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de junho de 2026
Espetáculos do México, Espanha e uma coprodução França/ Israel estão em cartaz neste final de semana, além de produções nacionais em vários espaços
Ana Carla Dias/ Especial para a FOLHA 

Celebrando 58 anos de história, o FILO - Festival Internacional de Londrina - traz à cidade o lúdico como personagem principal.
Entre os dias 12 e 28 de junho, o público acompanhou mais de 50 espetáculos, entre atrações nacionais e internacionais, que brilharam em espaços de cultura, apresentando novas formas de debater temas atuais. São sentimentos provocados por roupagens criadas através de encenações que despertam emoções diversificadas na platéia.
O FILO é considerado um dos mais tradicionais festivais de artes cênicas da América Latina e, além de trazer artistas de sete estados e 13 cidades brasileiras, em 2026 contou também montagens internacionais já reconhecidas no mundo inteiro.
Numa programação diversificada com teatro, dança, circo e música para todas as idades, chegam, neste final de semana, as apresentações de Aziz Gual (México), Leo Bassi (Espanha) e Yael Rasooly (França/Israel), artistas que rodam o mundo com suas encenações e textos inspiradores, além de produções nacionais da melhor qualidade.
O palhaço profissional Aziz Gual, em “De Risa en Risa” (México), trouxe ao FILO um solo construido a partir da figura do palhaço contemporâneo apresentando um show de atuação com forte presença do improviso em cena. Ele demonstra habilidades e apresenta um universo circense fazendo números com o monociclo, além de equilibrismo, malabarismo e o uso de instrumentos musicais Tudo isso para construir diferentes narrativas.

Esse espetáculo, que carrega um título que pode ser traduzido como “De Risada em Risada”, coloca como evidência a importância do riso e o papel do palhaço como um artista especialista em comunicação humana. A montagem combina o teatro físico, por meio do corpo e das expressões faciais, humor e interação direta com o público.
Toda construção passa pela reflexão da capacidade de rir de si mesmo na vida e a importância do brincar, além da vulnerabilidade humana e o poder da espontaneidade junto da imaginação. Aziz Gual é também diretor, conhecido no meio cênico por seus estudos como pedagogo e pesquisador teatral. Seu trabalho tem forte influência das tradições do circo contemporâneo europeu e das técnicas latino-americanas de improvisação. O espetáculo terá apresentações no sábado (27) e no domingo (28).
EDITH & ME
O segredo doloroso de uma cantora está em “Edith & Me”, montagem criada, dirigida e interpretada pela artista Yael Rasooly. Autobiográfico, o espetáculo mistura teatro, manipulação de bonecos, música, canto e artes visuais. Estudiosa do canto clássico e nascida em Jerusalém, a atriz tem forte atuação entre Israel e a França, circulando por importantes festivais na Europa, Estados Unidos, América Latina e Oriente Médio.
A narrativa feminina trata de uma história real vivida pela artista: uma cantora que em um determinado momento perde a sua voz e a capacidade de se apresentar, entrando em estado de paralisia emocional, causada por traumas do passado.
A montagem, vencedora do Grand Prix de Melhor Espetáculo no International Festival Serbia de 2025, aborda como tema principal as violências vividas por mulheres, além do poder de transformação da vida pela arte, principalmente tendo a música como principal meio de recuperação.

Entre momentos de forte emoção, mas sem perder a delicadeza, surge uma personagem inspirada em Edith Piaf - ícone da música francesa do século XX, conhecida por sua voz marcante e interpretações intensas - que irá funcionar no palco como uma espécie de consciência da protagonista, se apresentando durante todo o espetáculo como uma guia para as escolhas da artista. No palco, Piaf é transformada em marionete, combinando teatro autobiográfico, humor, drama e elementos de cabaré francês. O espetáculoque estreou na sexta-feira (26), será reapresentado neste sábado (27) no Teatro Ouro Verde.
YO, MUSSOLINI
Em “Yo Mussolini”, apresentado em sessão única neste domingo (28) no Ouro Verde, estreou em 2019 como uma resposta ao avanço da extrema direita pelo mundo. Utilizando a sátira política para falar sobre o fascismo, o espetáculo mostra, por meio do humor, que o medo ajuda a impulsionar o crescimento do totalitarismo.
Para o ator Leo Bassi, o humor é uma arma poderosa. Ele é o criador do espetáculo no qual atua, além de ser seu diretor.
Nascido em Nova York, Leo viveu a maior parte de sua vida na Itália, onde se constituiu como artista, mas também passou um grande período da sua carreira profissional na Espanha. Vindo de uma família circense, sua história está ligada à arte do circo desde que nasceu, ele faz parte da sexta geração de artistas. Seu pai atuou como malabarista, trabalhando com nomes como Groucho Marx, Louis Armstrong e Ed Sullivan.

Atualmente, Leo Bassi é considerado um dos palhaços contemporâneos mais conhecidos da Europa. Suas apresentações e linhas de pesquisa são marcadas por seu humor provocador e habilidade de transformar o palhaço em uma figura política.
A montagem traz em cena a figura histórica do ditador Benito Mussolini, revelando as contradições e os absurdos desse pensamento político, reunindo o humor crítico e interação com o público. A peça é uma ferramenta de análise para desmontar os mecanismos políticos e mostrar as consequências da manipulação da opinião pública e a importância do pensamento crítico.
"Yo, Mussolini" encerra o FILO 2026.
SERVIÇO
Confira a programação completa deste final de semana
Os Domadores de Gungunzara - Cia. Os Palhaços de Rua (Londrina/PR)
Quando: sábado (27), às 11h30
Onde: Calçadão (em frente ao Cine Teatro Ouro Verde)
Quanto: gratuito
Classificação: livre
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Alie e as Estrelas - Teatro Máquina (Fortaleza/CE)
Quando: sábado (27) e domingo (28), às 18h30. No sábado, haverá interpretação em LIBRAS.
Onde: Espaço Villa Rica (Rua Piauí, 211)
Quanto: R$ 45,00 e R$ 22,50 (meia-entrada). Ingressos pelo site www.filo.art.br.
Classificação: livre
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Monga – Jéssica Teixeira (Fortaleza/CE)
Quando: sábado (27), às 20 horas, e domingo (28/06), às 18h30. Com interpretação
em LIBRAS.
Onde: Divisão de Artes Cênicas – DAC/UEL (Av. Celso Garcia Cid, 205)
Quanto: R$ 45,00 e R$ 22,50 (meia-entrada). Ingressos pelo site www.filo.art.br.
Classificação: 18 anos
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De Risa en Risa - Aziz Gual (México)
Quando: sábado (27), às 15 horas, e domingo (28), às 10 horas e às 16 horas
Onde: Palco do Lago Igapó (no sábado, às 15 horas, e domingo, às 16 horas) e Escola
de Circo (Av. Saul Elkind, 790), no domingo, às 10 horas.
Quanto: gratuito
Classificação: livre
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Onde encontro um lugar - Fernando Ponce – Grupo Ensine Arte (Maringá/PR)
Quando: domingo (28), às 17 horas. Com interpretação em LIBRAS.
Usina Cultural (Av. Duque de Caxias, 4159)
Quanto: R$ 45,00 e R$ 22,50 (meia-entrada). Ingressos pelo site www.filo.art.br.
Classificação: livre
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Yo, Mussolini - Leo Bassi (Espanha)
Quando: domingo (28), às 20h
Onde: Cine Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85)
Quanto: R$ 45,00 e R$ 22,50 (meia-entrada). Ingressos pelo site www.filo.art.br.
Classificação: 16 anos


