A Cie. Familie Flöoz, da Alemanha, tem por característica o uso de máscaras e a mímica na condução de seus espetáculos; o cuidado nas produções deu-lhe reconhecimento internacional. É invisível a linha que separa os espaços de luz e de sombras. A companhia alemã Familie Flöoz apropriou-se do tema para construir ''Teatro Delusio'', em cartaz hoje e amanhã, às 20h30, no Teatro Ouro Verde (R. Maranhão, 85), dentro da programação do Filo 2011.
A peça desenrola-se nos bastidores de um teatro, naquela zona que fica imediatamente atrás do palco, muito próxima de onde as luzes recaem nos eleitos que, ao fim da jornada, recebem aplausos e carinho do público. Nas sombras, ficam os artífices que contribuem para o sucesso, porém fadados ao anonimato.
O grupo tem como característica marcante o uso de máscaras que são uma importante ferramenta para o desenvolvimento do espetáculo. Outra característica é a renúncia do uso da palavra. Imagens, ruídos e música são elementos com os quais trabalham para criar um teatro poético e cômico.
Desde sua estreia em 1996 o Familie Flöoz alcançou um nível de qualidade que o levou a apresentar-se em cerca de 30 países.
Já em ''Anônimos'', do Grupo de Teatro Novo, de Fortaleza, a solidão e o abandono na velhice é o tema principal da montagem. O monólogo é defendido pelo ator Sidney Malveira hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Filo (R. Cuiabá, 39).
Drama e comédia alternam-se nesta montagem. Sidney Alveira, também responsável pela direção da peça, mantém animada conversa com o público, como se fosse um asilado palestrando com uma pessoa à sua frente. Ao todo ele interpreta três moradores do lar de idosos, cada qual com uma história distinta, mas que possuem um sentimento comum de solidão e desamparo. Para a elaboração da peça o grupo realizou pesquisa no Lar de Idosos Torres de Melo, em Fortaleza.

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