''Pensar somente naquilo'' ajuda a movimentar não só a economia, mas uma indústria cultural que flerta com o trash. Tomando pelos gêneros de filmes pornôs que incluem o animal, bizarro, hermafrodita, entre outros, já dá para imaginar o que os fãs esperam pela frente.
Quem procura acha de tudo nas locadoras. O mercado de pornôs europeus domina as bizarrices e os mainstreams, produções de grande distribuição, são também um território ''made in'' Estados Unidos (EUA).
''A diferença entre as produções é grotesca, começando pela qualidade e a beleza das meninas norte-americanas'', afirma Nabil Hassan Slaibi, 22 anos, de uma locadora londrinense de vídeos pornôs.
Entre produtoras como Buttman, Sexxxy e Private, a ''Brasileirinha'' é um fenômeno. Com um casting formado por artistas que rolaram escadaria abaixo da fama, mas que ainda são conhecidos do público, como Mateus Carrieri, Alexandre Frota, Gretchen e Rita Cadillac, os filmes brasileiros já produzem alguns ídolos do tipo Oliver, do filme ''O Galã da TV''.
Ao contrário dos sex shops em que as mulheres são as maiores consumidoras, os homens entre 25 a 45 anos estão entre os que mais procuram a diversão nos filmes. As locadoras também recebem a visita de casais.
A rivalidade predatória com a pirataria, que nos sex shops é representada pelos produtos chineses, ainda não invadiu as locadoras de vídeos. As semelhanças com o mercado de sex shops também acontecem em relação ao sigilo. Na hora de levar um DVD, os clientes pedem para colocar em uma sacola, que não identifique a locadora.
Já as lojas de produtos eróticos entregam a encomenda em qualquer lugar, inclusive nos motéis, sempre preservando a privacidade dos clientes.(F.L.)

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