Paulo Pegoraro
Fatos importantes da história da colonização do Oeste, e principalmente do hoje município de Cascavel, no período de 35 anos, até 1952 - data de sua criação - estão sendo condensados em 1h30 de filme, que possivelmente em junho já estará sendo exibido com o título ‘‘A Saga’’. Trata-se de mais um projeto cinematográfico de Cascavel que já produziu seis filmes nos últimos anos e é responsável também por um que ainda está sendo produzido - ‘‘Conexão Brasil’’, de ação e humor.
Edson MazzettoNa cidade cinematográfica a igreja e demais edificações são uma réplica das construções originais‘‘A Saga’’ é uma parceria entre organizações locais, a Tigre Produções, TV Tarobá, Prefeitura de Cascavel e empresas patrocinadoras. As gravações foram iniciadas em fevereiro e serão completadas até 20 de maio com mais de duzentos figurantes, atores locais de um grupo teatral, o Stillo Fênix, outros já tarimbados, como Talício Sirino, e alguns conhecidos do público brasileiro, como João Vitti, Raimundo Souza, Valdir Fernandes e Danilo Faro. A direção e o roteiro são de Manaoos Duarte, ex-TV Tarobá.
Os figurinos são de responsabilidade da estilista Beth Caponi e o artista plástico Nelson Josef coordenou a montagem do principal local de filmagens, uma cidade cenográfica na zona rural de Cascavel, na qual foram construídas edificações seguindo fielmente o estilo do período da colonização - de acordo com fotografias da época. As construções são réplicas das habitadas pelos primeiros moradores, o armazém, o posto dos Telégrafos, a primeira igreja e a primeira prefeitura.
Personagens da história de Cascavel aparecem com nomes semelhantes, principalmente os envolvidos em casos confusos e violentos. A história de Cascavel e de todo o Oeste paranaense foi marcada por violência. Em ‘‘A Saga’’ não falta a figura do jagunço, típica da época da disputa pelas terras, e nem mesmo o bugre que arrancou os olhos de uma menina - fato igualmente verídico.
Na cidade cinematográfica, equipe técnica (os cinegrafistas são da TV Tarobá), diretores e atores têm o apoio de soldados do Exército que preparam a comida e fazem a guarda de equipamentos, figurinos, carros antigos e outros componentes da produção. Diariamente, muitas pessoas de Cascavel comparecem ao local para acompanhar as filmagens, e os pioneiros têm aparecido, contribuindo com informações que dão fidelidade ao filme.
‘‘A Saga’’, com custo de R$ 300 mil, estará disponível em 35mm, para exibição em cinemas, e 16mm, para videocassete. ‘‘Creio que chegamos a um grande nível de profissionalismo para resgatar um período da maior importância para a história da região’’, afirma Manaoos. A produção é mais um impulso à criação do pólo cinematográfico que está sendo preparado pelos empreendedores dos filmes, com apoio da TV Tarobá, do município e outros setores.

mockup