Filme mostra Foster como um modelo gay
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quarta-feira, 11 de novembro de 1998
Bruno Garcez Agência Folha 
Nascida no Quênia, de pais indianos, a documentarista Pratibha Parmar, 42, foi morar na Inglaterra ainda na infância, onde, durante sua vida universitária, teve contato com movimentos feministas e descobriu seu homossexualismo. Pratibha tem cinco de seus filmes sendo exibidos no Mix Brasil 98 que acontece em São Paulo. Os destaques são os documentários Khush, sobre a vida de homossexuais na Índia, e Jodie: An Icon, que retrata a atriz Jodie Foster como um ícone para diversas lésbicas. A cineasta esteve em São Paulo na semana passada a convite do Mix Brasil 98, quando concedeu entrevista. Pratibha falou sobre sua carreira e comentou que a idolatria por Jodie Foster se deve a forte identificação que as lésbicas possuem com os papéis interpretados por ela.
Jodie Foster é muito criticada por movimentos gays norte-americanos por não assumir seu suposto homossexualismo. Você endossa essa crítica?
É um direito do indivíduo decidir se assume publicamente a sua homossexualidade. Particularmente, não me interesso em saber se Jodie é lésbica ou não. O que busquei em Jodie: An Icon foi retratar sua persona cinematográfica. Mostrar como os papéis que ela interpreta, de mulheres que não aceitam imposições, fornecem uma forma de representação para diversas lésbicas.
Exigir que alguém assuma publicamente questões íntimas não é um ato de intolerância?
Os gays são muitos oprimidos. Se alguém que está no mainstream decide se assumir, pode ser uma ajuda. Mas temos de buscar forças em nós mesmos, não em alguma figura pública.
Quando decidiu enfocar o lesbianismo em seus filmes?


