Filme lança certificados pela Corretora Banestado
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sexta-feira, 18 de julho de 1997
Curitiba 
Já foram captados mais de 60% dos R$ 2,5 milhões necessários para viabilizar a produção do longa-metragem Serro Azul, sobre a vida do barão do Serro Azul, Ildefonso Pereira Correia. A principal fonte de recursos é o Certificado Audiovisual (CAV) vendido pela Corretora Banestado desde maio, quando o Conselho de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a operação.
Pessoas físicas e jurídicas são atraídas pelo projeto porque os investidores têm a vantagem de deduzir até 3% do imposto de renda, diz o operador de mercado de renda fixa do banco, Paulo May. Nesse ritmo, vamos fechar o orçamento em outubro e começar as gravações em março, com toda a tranquilidade, prevê o produtor do filme, Maurício Appel.
A direção vai ficar com Marcos Freitas, dos curtas-metragens Curitibas e A lenda das Cataratas do Iguaçu. O roteiro é de Walter Negrão, das novelas Tropicaliente e Anjo de Mim. Está praticamente certa a participação do ator José Mayer no papel do barão, o maior empreendedor do Paraná no final do século passado. O elenco deve contar ainda com Tony Ramos e Tarcísio Meira.
HistóriaO barão do Serro Azul incrementou as indústrias da erva-mate e da madeira, trouxe o primeiro telégrafo para o Estado, fundou e manteve institutições de caridade, foi político e administrador público. Morreu em 1894, aos 49 anos, executado pelos legalistas que o consideraram colaborador da Revolução Federalista. Na verdade, havia pago os maragatos para que não saqueassem Curitiba.


