Filme discute drama dos dekasseguis
O longa metragem Gaijin II pretende repetir o sucesso da primeira parte da história Gaijin - Caminhos da Liberdade, que foi lançado em 1980 e conquistou 42 prêmios internacionais.
Com um orçamento de R$ 8 milhões, acima da média nacional, Gaijin II já conta com o patrocínio da Telebrás e do Banco do Brasil. A produção busca agora o apoio de empresas paranaenses, através da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet.
Por enquanto, foram captados pouco mais de R$ 1 milhão. Este é um ano preguiçoso, tivemos Copa, teremos eleições e ainda há o problema da crise japonesa, disse o produtor executivo do filme, Flávio Chaves.
As dificuldades financeiras fizeram com que o início das filmagens fosse adiado do segundo semestre deste ano para o mesmo período de 99. Gaijin II terá o roteiro assinado pelo premiado Jorge Durán, o mesmo roteirista de Gaijin - Caminhos da Liberdade e Pixote, entre outros.
No elenco, o principal nome já confirmado é o da atriz japonesa Kyoko Tsukamoto, que foi protagonista de Gaijin - Caminhos da Liberdade. Segundo Flávio Chaves, foi ela quem chamou Tizuka ao Japão e a incentivou a realizar a continuação do filme.
Em Gaijin II, Kyoko será Maria Titoe, uma neta de imigrantes. Abandonada pelo marido, ela e seus filhos sobrevivem com muita dificuldade numa cidade do interior do Brasil, onde vivem com a avó da personagem principal, a velha Titoe.
Após a morte da avó, Maria Titoe resolve voltar ao Japão, onde pretende enterrar as tranças de sua antepassada. Assim ela se torna uma dekassegui, fazendo o caminho de volta na tentativa de refazer a sua vida.
Tizuka afirma querer filmar o confronto de quatro gerações, já que acredita que a cultura japonesa no Brasil esteja deparecendo. Em São Paulo já acabou, diz. Ela falou ainda sobre a importância de resgatar a história dos imigrantes, de qualquer nacionalidade. A cineasta afirmou que Gaijin - Caminhos da Liberdade exerceu fortemente este papel.





