São Paulo - Um dos filmes mais esperados do ano, "O Lobo de Wall Street", de Martin Scorsese, estreia hoje nos cinemas brasileiros. O longa concorre a cinco Oscars (melhor filme, ator, ator coadjuvante, diretor e roteiro adaptado) e já levou um Globo de Ouro de melhor ator pelo trabalho de Leonardo DiCaprio.
Trata-se de uma adaptação da autobiografia do corretor da Bolsa de Valores de Nova York Jordan Belfort, vivido por DiCaprio, que ficou milionário com uma empresa que fazia transações ilegais e embolsava dinheiro de investidores. Ele acabou preso.
Declaradamente viciado em drogas, sexo e em gastar sua fortuna em festas e orgias, Belfort protagoniza cenas quentes e fortes - que chocam, mas também são hilárias pela excelente performance de DiCaprio e de Jonah Hill, que vive seu sócio, Donnie Azoff.
O filme ainda bateu o recorde de palavrão entre as produções Hollywoodianas: um mesmo termo é repetido 506 vezes. Ele é falado, em média, a cada 20 segundos durante as três horas de filme - que passam voando.
Por causa das cenas que envolvem dinheiro, sexo e drogas, "O Lobo de Wall Street" foi censurado em diversos países da Ásia e bastante criticado nos Estados Unidos. Scorsese se defendeu, afirmando que é cineasta e não juiz. Já DiCaprio declarou à revista "Variety", especializada em cinema, que quem acredita que o filme glorifica os excessos retratados não o entendeu. Para ele, trata-se do contrário: de uma condenação ao comportamento ganancioso e psicopata do protagonista.

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