Filmagens de 'Sansão e Dalila' estão adiantadas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Tariana Hackradt<BR>Folhapress 
Apesar da estreia prevista apenas para janeiro do ano que vem, as filmagens de Sansão e Dalila, da Record, estão a mil por hora. No mês passado, a equipe fez uma viagem de quase 30 dias pelo Nordeste para gravar parte das imagens externas da minissérie, que corresponderão, segundo o diretor João Camargo, a 65% das cenas. No roteiro, Natal e Beberibe (CE).
Buscamos diversificar. Filmamos também, bem no início, em Minas Gerais. Mas quase 40% das gravações foram feitas em Natal, mesmo. Precisava de um lugar com pluralidade de locações. Que fosse do seco [deserto] ao mar, e a cidade oferecia isso, explica Camargo. Natal ainda tem cenários sem edificações, onde é possível gravar uma cena panorâmica só com a natureza.
Quase todo o elenco de Sansão e Dalila foi escalado para as gravações no Nordeste. Mel Lisboa, que dará vida à protagonista Dalila, revela que a experiência foi desgastante. Por causa do meu filho e de um trabalho no teatro, eu não pude ficar direto, como boa parte da equipe. Viajei umas quatro vezes em um mês.
A atriz conta que o ritmo de trabalho foi intenso, mas normal para gravações externas. A gente tinha de acordar cedo, sair às 6h já de café tomado. Em compensação, quando acabava, no fim da tarde, tínhamos um tempo livre para descansar no hotel, revela.
Luli Miller, a intérprete da cortesã Jana, passou uma semana gravando em Natal e aponta o clima como o vilão das cenas. As maiores dificuldades foram com relação ao calor e ao vento forte. A areia nos olhos era insuportável, mas, quando você está em cena, tem de encarar aquilo como se fosse uma coisa natural, explica. Camargo endossa as palavras da atriz e conta o truque usado para parar o vento. Em alguns momentos, fizemos uma barreira com os carros, a fim de de evitar que as câmeras tremessem.
Claudio Gabriel, que viverá Héber, o melhor amigo de Sansão (Fernando Pavão), passou 15 dias gravando em Natal. O que eu fiz por lá, basicamente, foram as cenas das andanças, viagens que o Héber faz à procura do Sansão. Eram sequências difíceis, comigo andando sozinho no meio das dunas, o câmera longe, pegando a relação do homem com a natureza. São imagens fundamentais para contar a história.
O ator conta que a experiência foi tão intensa que o ajudou a aproximá-lo de seu personagem. Era desgastante. Com o passar dos dias, comecei a ficar quietinho, contra o vento, esperando a hora de gravar. Essa introspeção me ajudou a ficar mais próximo do que o homem daquela época sentia quando andava sozinho pelo deserto, avalia.


