Filmagens começam no outono: questão de luz
ReproduçãoPaulo Betti participará do filme em
que a Itália estará sempre presenteUm mergulho na alma humana. Com esta definição o diretor Ricardo Bravo descreveu e explicou o filme Oriundi, que será rodado nos meses de maio e junho em Curitiba. Paulo Betti e Eliane Giardini interpretarão os personagens principais. À volta deles a vida cria seres e situações, na passagem do tempo.
A Itália é um elemento que não se dissocia do filme, é quase um corpo presente. Poderia ser qualquer outro país, porque o que importa aqui são as emoções e as mudanças acarretadas no transcorrer dos anos. Ambição, poderes, conquistas e perdas aparecem como determinantes do longo processo da vida.
O homem busca o brilho externo na maior parte do tempo, mas é no reencontro consigo mesmo que vai dar uma pausa a si e reavaliar as ações. O grande barato de Oriundi é que ele fala de coisas da alma, usa a linguagem universal, completa Bravo.
Em fase de reconhecimento de área, a equipe de filmagem tem-se deslumbrado com a paisagem urbana de Curitiba. Vamos mostrar a cidade com aspectos mais sedutores que o morador daqui não vê, promete o diretor. Para nós está sendo uma grata surpresa. Como nosso cotidiano é muito preciso, saímos do hotel para ir a uma casa xis, mas no meio do caminho vemos que tem uma atmosfera, umas coisas lindas não programadas, emenda Telmo Maia, da produção executiva.
ReproduçãoEliani Giardini será uma das personagens
do filme a ser rodado em Curitiba
A iluminação oblíqua do outono é o tom ideal para as imagens em qualquer parte do planeta. Aqui não poderia ser diferente. Por isso Oriundi está marcado para acontecer entre maio e junho, podendo esticar até julho.
Nesta época do ano tudo se conjuga para um bom resultado. Seja pela luz mais delicada, que perde o brilho excessivo do verão, seja pelas condições climáticas que atingem suas características ideais. Toca Seabra, o diretor de fotografia, carrega toda essa ciência de fatores positivos e negativos. São cuidados essenciais para o seu trabalho.
Ele explica sua arte como sendo uma tradução visual do roteiro. Conta que chega a se apropriar dos textos para melhor traduzi-los. Afinal, entende Toca, a fotografia de um filme deve criar uma pátina na textura. Tento adequar, realçar visualmente o que o roteiro me pede. Os modernos edifícios e as casas centenárias, de pacífica convivência, logo mais terão vez nas lentes do diretor. (Z.C.L.)





