Filho de Cássia Eller tem futuro incerto
Rio de Janeiro - A situação do filho da cantora Cássia Eller, Francisco, 8, é incerta. Advogados ouvidos pela reportagem divergem sobre o futuro da guarda do menino, que poderá ficar com os avós ou com a companheira da cantora, Eugênia, com quem vivia havia 14 anos.
Segundo o advogado Celso Fontenelle, ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio e especialista em direito de família, como a união civil entre homossexuais não é garantida por lei no Brasil, a guarda do menino, conhecido pelo apelido de Chicão, deverá ser dada aos avós maternos ou paternos - o pai do menino, o músico Tavinho Fialho, morreu antes de ele nascer.
A criança, no momento, está sem representantes legais. Em caso da perda dos pais, a Justiça costuma dar a guarda da criança para os avós, disse Fontenelle.
O advogado afirmou que, se Eugênia quiser ser a representante de Chicão, ela também terá de pedir a guarda do menino à Justiça. Na opinião dele, se a família da cantora não concordar e resolver brigar pela guarda da criança, Eugênia perderá.
O advogado Paulo Lins e Silva, também especialista em direito de família, discorda.
O direito de família, hoje, gira em torno do interesse da criança. Ela convive com Eugênia desde que nasceu. Não há motivo nenhum para ser tirada desse convívio. Tirá-la de sua casa seria mais um trauma. Para Lins e Silva, se os avós tentarem impedir a guarda do menino por Eugênia, provavelmente perderão.
Em entrevista à revista Marie Claire, em novembro do ano passado, Eller disse que gostaria que a guarda do menino ficasse com Eugênia.
Eu gostaria de ter um contrato de casamento legalizado. Queria poder garantir os direitos dela (Eugênia) e do Chico. No caso de separação ou de morte, a Eugênia não tem nenhum documento que prove que estamos casadas há 14 anos. Se me acontecer alguma coisa, meus bens têm que ir para ela e meu filho. E a guarda do meu filho tem que ser dela, é ela a mãe, disse ela na entrevista.





