São Paulo - Desde o sucesso de ''A Bruxa de Blair'', em 1999, o subgênero de ''found footage'' (filmes de terror que se passam por documentários e incluem cenas supostamente reais) tem triunfado nas bilheterias. Não é à toa que a série ''Atividade Paranormal'' vai para o quarto filme.
''Filha do Mal'' é mais um nessa longa lista. Produzido por US$ 1 milhão, rendeu quase US$ 53 milhões nos Estados Unidos em menos de um mês (pode esperar que venham aí ''A Neta do Mal'', ''A Bisneta do Mal''...). O lado bom dessa história - talvez o único - é mostrar que plateias modernas, acostumadas a efeitos especiais milionários, podem lotar um cinema para ver um filme B propositalmente tosco.
''Filha do Mal'' parece uma mistura de ''A Bruxa de Blair'' com ''O Exorcista''. Conta a história de Isabella (Fernanda Andrade), que vai a Roma com um documentarista - todos esses filmes têm um documentarista - descobrir o que aconteceu com sua mãe, internada num hospício depois de matar três pessoas. Para dar um pouco de ''veracidade'', o filme usa supostas gravações de chamadas policiais, cenas de arquivo e até uma contorcionista, para simular os efeitos da possessão demoníaca.
Pelo menos o longa é ousado. O filme abre com um dos truques mais e sensacionalistas desde o advento do cinema: um aviso que diz que ''o Vaticano não apoiou e não ajudou a produção desse filme''. Só faltava Bento 16 fazer uma ponta.

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