Filas grandes atrasam as vendas

De Curitiba

É necessário um pouco de sacrifício para garantir a entrada nas peças do Festival de Teatro de Curitiba. O público que acha arriscado deixar para comprar os ingressos na bilheteria dos teatros, pouco antes de iniciarem os espetáculos, tem que enfrentar uma fila de, no mínimo, uma hora. É que existe apenas um ponto de venda de bilhetes, instalado no Shopping Mueller.
As três pessoas trabalham no local, das 10 às 21 horas de segunda a sábado e das 13 às 19 horas aos domingos, garantem que a fila não diminui em nenhum horário. O que atrasa mais as vendas é a falta de informação das pessoas em relação às peças cujos ingressos já estão esgotados. ‘‘Como eu não consegui comprar o que eu queria, tive que escolher outro evento de acordo com meus horários disponíveis’’, conta a professora de inglês Lígia Stober. E a escolha entre 71 opções pode ser bastante demorada e se tornar um tanto cansativa para quem está de pé na fila.
‘‘As atendentes me disseram que eu conseguiria comprar a entrada na hora. Mas tenho medo de acabar não conseguindo assistir ao espetáculo’’ diz o arquiteto Maurício Henrard, que viajou de Guarapuava a Curitiba para ver ‘‘Kronos’’. Ele tinha razão para se preocupar: o trabalho da Intrépida Trupe era um dos mais concorridos do final de semana, e só não teve platéia completamente lotada porque as apresentações foram na Ópera de Arame – um dos maiores teatros da cidade.
Quem decidiu de última hora assistir a ‘‘Crimes Delicados’’ precisou mudar o programa da noite. Os ingressos estavam esgotados um dia antes das apresentações. Também não há mais lugares para ver ‘‘Apocalipse 1,11’’, que estará em cartaz nesta quarta e quinta-feita, e ‘‘Bonitinha Mas Ordinária’’, agendada para o próximo final de semana. (M.M.)

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