Curitiba - Os prêmios existem para exaltarem os melhores em cada área. Porém, se tivesse um concurso que apontasse os piores, com certeza a cerimônia do 7º Prêmio Saul Trumpet, realizada anteontem, no Guairão, em Curitiba, sairia invicta. A constatação é triste, mas foi o desastre do ano. Poucas vezes se viu um espetáculo onde todos – literalmente – estavam perdidos. Inclusive a platéia que a princípio não sabia se a desorganização fazia parte de algum tipo de encenação, ou era real. Era real.
Ninguém ali se entendia. Os premiados viveram uma experiência única: ao mesmo tempo em que eram enaltecidos ao serem chamados ao palco, lá em cima pagavam o maior mico. Ficavam esperando pelo troféu (aliás, mais bonito que os dos anos anteriores), sem ter quem fizesse isso. Quando ainda estava em cena, o cantor e compositor Careca tirou de letra, com sua natural irreverência.
É lamentável que isso tenha ocorrido porque o Troféu Saul Trumpet é visto com respeito e carinho pela classe. Apesar do Paraná ter músicos de enorme talento, falta à categoria o reconhecimento que este troféu acena. Episódios como este comprometem o esforço empreendido para sua existência. É preciso, antes de tudo, repensar o que é uma cerimônia de entrega de troféus. A partir daí, construir o espetáculo.

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