Festival Varilux em 50 cidades
Poderia ser mais frequente, com os multiplex deixando um pouco de lado essa mesmice sufocante, essa perversa política mais-do-mesmo para centrar fogo na diversidade temática, na variedade das origens (leia-se menos EUA e mais resto do mundo), no respiro humanista que não embota, não imobiliza, não boçaliza. Poderia ser mais frequente, ajustar o foco em busca da alternatividade capaz de refrigerar as cabeças com personagens de carne e osso.
O Festival Varilux coloca lentes à disposição desse tipo de bem de consumo cultural, dessa prestação de parte do serviço, embora com assiduidade controlada. Não que todos 15 filmes da mostra francesa iniciada ontem em 50 capitais e cidades do interior do País sejam imprescindíveis. Mas eles oferecem no mínimo caráter informativo, e vão mais além quando são de fato exemplares de qualidade e provas de existência de vida mais inteligente do que se propaga hollywoodianamente.
No Paraná, multiplex de Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Curitiba são beneficiários do programa de exceção que nesta e na próxima semana felizmente toma de assalto as salas de cinema. É bom ficar de olho nas várias alternativas de espaços e horários que os exibidores comprometidos com o evento providenciaram. Aqui na cidade, as sessões estão restritas aos Shoppings Royal Plaza e Aurora.
Durante o Festival Varilux, o público vai conviver com o cinema mais interessante entre aquele que podemos chamar de circuito off blockbuster, ou algo que o valha, na via diretamente oposta ao cinemão comercial.
Relativo ou pertencente a Hollywood, parte da cidade de Los Angeles conhecida por suas milionárias produções cinematográficas
Termo que indica um filme com muito investimento financeiro e, ao mesmo tempo, sucesso de bilheteria e faturamento
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





